Ingressos para última partida de Messi na seleção argentina esgotam em 1h30

Noventa minutos e toda a esperança desapareceu da tela
O tempo que levou para os 85 mil ingressos do último jogo de Messi esgotarem na venda online.
Mark

Como é possível que 85 mil ingressos desapareçam em apenas 90 minutos? Isso parece impossível.

Mimi

Não é impossível quando você tem uma plataforma online única, sem venda presencial, e milhões de pessoas tentando entrar ao mesmo tempo. A fila de espera de mais de uma hora já era um sinal de que o sistema estava sobrecarregado.

Luke

Mas a gente não sabe exatamente quantas pessoas tentaram comprar, certo? Só sabemos que esgotou rápido. Pode ter sido 100 mil pessoas ou 10 milhões.

Mark

E quanto aos cambistas? Parece que eles conseguiram uma quantidade significativa.

Mimi

Há suspeitas disso, sim. As pessoas nas ruas reclamavam que parte das entradas pode ter ido para cambistas, mas o texto não confirma quantas ou como exatamente eles conseguiram.

Luke

Exatamente. A gente sabe que no Reventick os preços estão 4 vezes maiores, mas não sabemos se aqueles ingressos vieram de cambistas profissionais ou de pessoas que compraram legalmente e decidiram revender.

Mark

Qual é o significado real disso tudo? Por que essa partida é tão especial?

Mimi

Messi está deixando a seleção argentina. Depois de Maradona, ele é o maior ídolo do futebol argentino. Essa é a última chance de vê-lo em campo com a camisa da Argentina.

Luke

E vale lembrar que ele anunciou isso em agosto, depois de perder a Copa do Mundo para a Espanha e depois da morte de seu pai. Não é só uma aposentadoria, é um momento carregado de significado pessoal.

Mark

Então a Fan Fest é realmente a única alternativa para quem não conseguiu ingresso?

Mimi

É a alternativa oficial, sim. Por 102 reais você tem acesso a shows, DJ e transmissão ao vivo. Mas claramente não é a mesma coisa que estar no estádio.

Luke

E ainda há a questão de que a cidade inteira vai parar. Então mesmo quem não conseguir ingresso ou não for à Fan Fest terá a experiência coletiva de Buenos Aires acompanhando a despedida.

  • 85 mil ingressos esgotados em 1h30 na plataforma Deportick em 6 de outubro
  • Preços oficiais: 90 mil a 480 mil pesos (R$ 307 a R$ 1.636)
  • Revenda no Reventick: até 795 mil pesos (R$ 2.710) no mínimo
  • Messi anunciou saída em agosto, após perder Copa do Mundo para Espanha e morte de seu pai
  • Fan Fest alternativa por 30 mil pesos (R$ 102) com transmissão ao vivo

Os 85 mil ingressos disponíveis no estádio Monumental esgotaram rapidamente, com fila de espera superior a uma hora na plataforma Deportick. Cambistas e agências de revenda oferecem entradas a preços até 4 vezes maiores que o valor original, dificultando acesso de torcedores comuns.

Ingressos para o último jogo de Lionel Messi pela seleção argentina, marcado para 6 de outubro, esgotaram em 1h30 na venda online, deixando milhares de torcedores frustrados e alimentando especulações sobre revenda por cambistas.

Noventa minutos. Foi o tempo que levou para que toda a esperança de milhares de torcedores argentinos desaparecesse da tela. Os ingressos para o que será a última partida de Lionel Messi pela seleção argentina — marcada para 6 de outubro contra Benim — se foram em uma hora e meia, vendidos exclusivamente pela internet, deixando para trás uma multidão de pessoas que não conseguiu nem chegar perto de uma entrada.

A venda começou às 18h de quinta-feira na plataforma Deportick, e logo os primeiros sinais de caos apareceram. Quem entrava na fila via uma mensagem simples e desanimadora: seria preciso esperar mais de uma hora. Alguns conseguiram. A maioria não. Às 19h28, menos de uma hora e meia depois, o portal já exibia a mensagem que ninguém queria ler: ingressos esgotados. Nas redes sociais, enquanto alguns celebravam suas compras bem-sucedidas, a onda dominante era de frustração — pessoas que haviam passado a noite inteira planejando aquele momento, acordado cedo, preparado, e ainda assim ficaram de fora.

O estádio Monumental, que tem capacidade para 85 mil pessoas, colocou todos os seus lugares à venda. Os preços variavam de 90 mil pesos, cerca de 307 reais, até 480 mil pesos, pouco mais de 1.600 reais — os mesmos valores cobrados três dias antes para o jogo contra Burkina Fasso, também no mesmo estádio. Mas a venda oficial era apenas o começo da história. Nos sites de revenda, particularmente no Reventick, plataforma popular na Argentina, os mesmos ingressos reapareciam com preços que chegavam a 795 mil pesos no mínimo — mais de 2.700 reais — e até 6.818 reais no topo da escala. Agências de viagem também ofereciam entradas a valores exorbitantes para quem vinha de outras partes do país ou do mundo.

A despedida que Buenos Aires agora enfrenta é diferente de qualquer outra. Messi anunciou sua saída da seleção no final de agosto, em uma mensagem nas redes sociais que carregava o peso de uma decisão que, segundo suas próprias palavras, doía profundamente. Ele havia escrito aquela mensagem dois dias após a final da Copa do Mundo daquele ano, quando a Argentina perdeu para a Espanha por 1 a 0. Mas havia algo mais por trás daquela decisão: a morte de seu pai, Jorge Messi, no início do mês. "Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes", escreveu na ocasião.

Para quem não conseguiu um lugar no Monumental, havia ainda uma alternativa. A partir de 30 mil pesos — 102 reais — era possível comprar um ingresso para a Fan Fest que aconteceria no mesmo dia, com shows, DJ e transmissão ao vivo da partida. Mas mesmo essa opção, mais acessível, representava um segundo plano para quem realmente queria estar lá, no estádio, vendo Messi em campo pela última vez com o uniforme alviceleste.

O que ninguém conseguia comprar era o que a cidade inteira prometia oferecer. Buenos Aires, segundo relatos, deveria parar naquele dia. As ruas ficariam cheias de pessoas acompanhando a despedida do jogador que, ao lado de Maradona, se tornou o maior ídolo do futebol argentino. Ingresso ou não, a cidade teria sua forma de dizer adeus.

Foi uma decisão que doeu e ainda dói profundamente, mas entendo que é o momento certo. Juro que sempre dei tudo de mim.
— Lionel Messi, em anúncio de aposentadoria da seleção
Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes.
— Lionel Messi, referindo-se à morte de Jorge Messi
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