InfoGripe: cinco estados têm SRAG em alerta ou risco e sinal de crescimento até a SE 42

Aumento de hospitalizações por SRAG, com maior incidência em crianças de até 2 anos, que também lideram a mortalidade por rinovírus.
Cinco estados em alerta ou risco, com sinal de crescimento
O boletim da Fiocruz aponta crescimento da SRAG em cinco estados até a Semana Epidemiológica 42.

Nas semanas finais do outono brasileiro, quando o ar seco e as crianças voltam a se aglomerar nas escolas, o sistema de vigilância da Fiocruz revela um quadro que pede atenção sem pânico: até a Semana Epidemiológica 42, cinco unidades da Federação, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão, veem a Síndrome Respiratória Aguda Grave subir em alerta ou risco. Cada região traz sua própria causa, do metapneumovírus no Nordeste ao rinovírus e à Covid-19 no Centro-Oeste, lembrando que as doenças respiratórias raramente seguem um único roteiro. Para os mais jovens e os mais velhos, o recado é antigo e atual: proteger quem é frágil continua sendo a forma mais sensata de atravessar a temporada.

A edição do Boletim InfoGripe divulgada em 29 de outubro mostra um país em movimento até a Semana Epidemiológica 42, entre 18 e 24 de outubro. Dos 27 estados e do Distrito Federal, cinco aparecem com a Síndrome Respiratória Aguda Grave em alerta ou risco e com tendência de crescimento: Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão. Roraima e Santa Catarina também preocupam, mas sem sinal de alta de longo prazo.

A causa da subida muda de lugar para lugar. Em Sergipe, o metapneumovírus puxa a alta entre crianças pequenas. Em Mato Grosso, pesa sobretudo o Sars-CoV-2. Em Mato Grosso do Sul, rinovírus e Covid-19 andam juntos. No Maranhão e no Amapá, os exames ainda não bastam para apontar o vírus responsável. No plano nacional, os casos oscilam nas últimas seis semanas e sobem nas últimas três.

Nas capitais, Aracaju, Belém, Cuiabá, João Pessoa e Rio de Janeiro também estão em alerta ou risco, com crescimento. Em Aracaju e Cuiabá, a alta atinge sobretudo crianças pequenas; em João Pessoa, pessoas de 50 a 64 anos; em Belém e no Rio, uma mistura de crianças e adultos.

O padrão de sempre se repete: as crianças de até 2 anos concentram as internações, e a mortalidade cresce a partir dos 65 anos. O rinovírus também é a principal causa de morte entre os menores de 2 anos, segundo a pesquisadora Tatiana Portella, que recomenda reforço da vacinação contra a Covid-19 para idosos e imunocomprometidos. Os números podem mudar nas próximas atualizações, e vale acompanhar o boletim.

A edição do Boletim InfoGripe divulgada na quinta-feira, 29 de outubro, traz um retrato do país até a Semana Epidemiológica 42, que foi de 18 a 24 de outubro. Dos 27 estados e do Distrito Federal, cinco aparecem com a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta ou risco e com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão.

Outras duas unidades da Federação, Roraima e Santa Catarina, também estão em alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. No cenário nacional, os casos de SRAG oscilam ou se estabilizam nas últimas seis semanas, mas sobem nas últimas três.

O que move a alta varia de um lugar para outro. Em Sergipe, o responsável é o metapneumovírus, sobretudo entre crianças pequenas. Em Mato Grosso, pesa principalmente o Sars-CoV-2. Em Mato Grosso do Sul, o aumento vem do rinovírus e do Sars-CoV-2. No Maranhão e no Amapá, os dados laboratoriais não bastam para apontar o vírus por trás do crescimento.

O metapneumovírus avança principalmente no Sudeste, em São Paulo e Rio de Janeiro, e no Nordeste, na Bahia, em Pernambuco e em Sergipe. No plano nacional, porém, os casos por esse vírus caíram, o rinovírus ficou estável e as hospitalizações graves por Covid-19 tiveram leve crescimento, ainda em nível baixo. Há sinais de aumento de casos graves de Covid-19 em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, mas nos três últimos a incidência segue muito baixa. Por faixa etária, o boletim vê leve alta de SRAG entre 50 e 64 anos e estabilidade nas demais.

Entre as capitais, cinco estão em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com crescimento nas últimas seis: Aracaju, Belém, Cuiabá, João Pessoa e Rio de Janeiro. Em Aracaju e Cuiabá, a alta ocorre sobretudo em crianças pequenas. Em João Pessoa, na faixa de 50 a 64 anos. Em Belém, entre crianças de 2 a 4 anos e adultos de 50 a 64. No Rio, entre menores de 2 anos e adultos de 15 a 49. Brasília e Florianópolis estão em nível elevado, mas sem sinal de crescimento de longo prazo.

Nas quatro últimas semanas, entre os casos positivos, o rinovírus respondeu por 53,3%, o VSR por 11,5%, a influenza B por 5,4%, a influenza A por 4,1% e o Sars-CoV-2 por 6,4%. Entre os óbitos com resultado positivo, o rinovírus somou 42,9%, o Sars-CoV-2 19%, o VSR 8,6%, a influenza B 7,6% e a influenza A 4,8%.

Em 2026, foram notificados 168.814 casos de SRAG. Destes, 90.200 (53,4%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 61.754 (36,6%) deram negativo e ao menos 7.351 (4,4%) aguardam resultado. Entre os positivos do ano, 39,1% são VSR, 33,3% rinovírus, 15,7% influenza A, 5,5% influenza B e 3,8% Sars-CoV-2. O boletim lembra que a positividade das semanas recentes pode mudar bastante nas atualizações, por causa do fluxo de notificação e da chegada dos resultados.

Nas últimas oito semanas, o padrão típico se mantém: a incidência pesa mais nas crianças de até 2 anos, ligada ao rinovírus, ao VSR e ao metapneumovírus, enquanto a mortalidade é maior a partir dos 65 anos. A pesquisadora Tatiana Portella destaca que o rinovírus também é a principal causa de morte entre as crianças de até 2 anos. Ela recomenda que idosos e imunocomprometidos confiram a vacinação contra a Covid-19, com reforço a cada seis meses. Vale acompanhar as próximas edições do boletim.

Mesmo com o baixo número de hospitalizações por Covid-19, é muito importante que os grupos prioritários verifiquem se a vacina está em dia.
— Tatiana Portella, pesquisadora do InfoGripe
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