Influenza avança 74% em Cuiabá; vacinação disponível em 72 USFs

21 óbitos pela influenza foram registrados no período, com 16 entre residentes de Cuiabá, predominantemente em pessoas com mais de 60 anos.
Quatorze mortes em pessoas com mais de 60 anos
A influenza mata principalmente idosos, reforçando a urgência da vacinação nesse grupo.

Em Cuiabá, a influenza avança com força desproporcional sobre os mais frágeis: crianças pequenas e idosos carregam juntos o peso maior de uma epidemia que cresceu 74% no primeiro semestre de 2026. Com 21 vidas perdidas e mais de dois mil casos notificados, a cidade é lembrada de que vírus antigos, quando encontram populações desprotegidas, ainda sabem cobrar seu preço. A vacina existe, está disponível em 72 unidades de saúde, e a pergunta que fica suspensa no ar é simples e urgente: quantos ainda escolherão não buscá-la.

  • Cuiabá registrou 2.239 casos de influenza entre janeiro e junho de 2026 — um salto de 74% sobre o mesmo período do ano anterior, sinalizando uma epidemia fora do ritmo habitual.
  • Crianças de até seis anos lideram as notificações com 893 casos, enquanto idosos, apesar de menos numerosos em termos absolutos, concentram a maioria das mortes: 14 das 16 ocorridas entre residentes da capital.
  • A doença já provocou 325 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave e ceifou 21 vidas no período, expondo a gravidade clínica que se esconde por trás dos números de notificação.
  • Autoridades apontam três causas para o avanço: sazonalidade dos vírus, cobertura vacinal insuficiente e ampliação dos testes laboratoriais, que tornam visíveis casos antes invisíveis.
  • A vacinação segue disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família da cidade para grupos prioritários, e a Secretaria Municipal de Saúde apela para que a população vulnerável aja antes que o vírus avance ainda mais.

Cuiabá atravessa um momento de alerta epidemiológico. Entre janeiro e junho de 2026, a capital mato-grossense registrou 2.239 notificações de influenza — crescimento de 74% frente ao mesmo semestre de 2025. Do total, 1.742 casos envolveram moradores da própria cidade, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde.

As crianças de zero a seis anos são o grupo mais atingido em volume, com 893 notificações — quase 40% do total. Adultos entre 15 e 59 anos somam 634 casos, e crianças de sete a 14 anos, 540. Já os idosos, com 172 notificações, representam uma fatia menor em números absolutos, mas é entre eles que a doença revela sua face mais letal: 14 das 16 mortes registradas entre residentes de Cuiabá ocorreram em pessoas com mais de 60 anos. No total, 21 vidas foram perdidas para a influenza no período, e 325 pessoas precisaram de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave.

A Secretaria Municipal de Saúde aponta três razões para o avanço: a sazonalidade natural dos vírus respiratórios, a cobertura vacinal ainda aquém do necessário e a ampliação dos testes laboratoriais, que permite identificar casos antes não detectados. Como resposta, as 72 Unidades de Saúde da Família da cidade mantêm a vacinação disponível para grupos prioritários — idosos, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, profissionais de saúde, pessoas com doenças crônicas, entre outros definidos pelo Ministério da Saúde.

Além da vacina, as autoridades reforçam medidas básicas: higiene frequente das mãos, etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar, e busca por atendimento médico diante da piora dos sintomas. O desafio central, agora, é converter recomendações em adesão real — antes que o vírus continue avançando sobre uma população ainda insuficientemente protegida.

Cuiabá enfrenta um salto abrupto nos casos de influenza. Entre o início de janeiro e o final de junho deste ano, a capital registrou 2.239 notificações da doença — um crescimento de 74% em relação ao mesmo período de 2025. Desses casos, 1.742 envolveram moradores da cidade. Os números, divulgados no mais recente Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios da Secretaria Municipal de Saúde, revelam um cenário que exige atenção, especialmente porque os grupos mais vulneráveis estão entre os mais atingidos.

As crianças pequenas carregam o maior peso da epidemia. Meninos e meninas de zero a seis anos responderam por 893 das notificações — quase 40% do total. Logo atrás vêm os adultos em idade produtiva, entre 15 e 59 anos, com 634 casos. Crianças de sete a 14 anos somam 540 notificações. Os idosos, apesar de representarem uma parcela menor em números absolutos, aparecem com 172 casos — mas é nesse grupo que a doença mostra sua face mais grave.

Os dados de internação e morte pintam um quadro mais sombrio. Das 325 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave causada por influenza, 254 envolveram residentes de Cuiabá. A doença ceifou 21 vidas no período — 16 delas na capital. Quatorze dessas mortes ocorreram em pessoas com mais de 60 anos, o que reforça o padrão conhecido: a influenza mata principalmente os idosos, aqueles cujos sistemas imunológicos já não respondem com a mesma força.

A Secretaria Municipal de Saúde atribui o aumento a três fatores principais: a sazonalidade natural dos vírus respiratórios, a cobertura vacinal ainda insuficiente na população e a ampliação dos testes laboratoriais, que permite detectar mais casos que antes passariam despercebidos. Diante disso, a vacinação permanece como a ferramenta central de contenção. As 72 Unidades de Saúde da Família espalhadas pela cidade continuam oferecendo o imunizante para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde: idosos acima de 60 anos, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e puérperas, profissionais de saúde, povos indígenas, comunidades quilombolas, pessoas com doenças crônicas ou deficiências permanentes, professores, agentes de segurança, trabalhadores do transporte e dos Correios, além de pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que qualquer pessoa pertencente a esses grupos procure a unidade mais próxima para atualizar sua proteção. Além da vacina, as autoridades orientam medidas simples mas eficazes: lavar as mãos com frequência, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, e buscar atendimento médico assim que os sintomas piorarem — especialmente importante para crianças pequenas, idosos e portadores de doenças crônicas. O desafio agora é transformar essas recomendações em ação, aumentando a adesão à vacinação antes que o vírus continue sua marcha pela cidade.

O aumento dos casos está relacionado à sazonalidade dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames laboratoriais
— Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que as crianças pequenas estão sendo tão afetadas se a influenza costuma ser mais grave nos idosos?

Model

A influenza afeta crianças com mais frequência porque seus sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento. Elas têm mais contato com outras crianças em ambientes fechados — creches, escolas — onde o vírus se propaga rapidamente. Os idosos adoecem menos em números absolutos, mas quando adoecem, a doença é muito mais séria.

Inventor

E por que a cobertura vacinal está baixa se a vacina está disponível em 72 unidades?

Model

Disponibilidade não é a mesma coisa que adesão. Muitas pessoas não sabem que fazem parte dos grupos prioritários, outras têm dificuldade de acesso mesmo com as unidades próximas, e há ainda quem subestime o risco da influenza. A vacinação exige um ato deliberado — sair de casa, ir até a unidade, esperar. Nem todos fazem isso.

Inventor

Os números de morte — 16 em Cuiabá — parecem altos para uma doença que temos vacina?

Model

São altos, sim. E a maioria ocorreu em pessoas com mais de 60 anos. Isso sugere que ou essas pessoas não foram vacinadas, ou a vacina não foi tão eficaz nelas quanto em grupos mais jovens. Idosos têm respostas imunológicas mais fracas. Por isso precisam de proteção extra — e precisam ser vacinados.

Inventor

A ampliação de testes laboratoriais explica todo esse aumento de 74%?

Model

Explica parte dele, mas não tudo. Sim, quando você testa mais, encontra mais casos. Mas um aumento de 74% é substancial. Há de fato mais influenza circulando agora do que no mesmo período do ano passado. O vírus está se movimentando mais pela cidade.

Inventor

O que as pessoas deveriam fazer agora?

Model

Se fazem parte dos grupos prioritários, deveriam procurar uma unidade de saúde esta semana. Não esperar. E enquanto isso, manter a higiene das mãos, evitar tocar o rosto, cobrir a boca. Se começarem a sentir sintomas — febre, tosse, dor no corpo — devem procurar um médico logo, não deixar piorar.

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