Há uma ironia silenciosa quando aquele que mais clamou pela expulsão dos outros se vê expulso. Milo Yiannopoulos, influenciador britânico que passou mais de uma década nos Estados Unidos amplificando discursos de ódio e defendendo deportações em massa, foi detido no aeroporto de Nova Orleans e removido do país que ele tanto celebrava — vítima das mesmas políticas que ajudou a normalizar. Sua saída encerra um capítulo singular na história da direita radical anglófona, e levanta questões duradouras sobre os limites da provocação como estratégia política.