Há décadas, a redação dissertativa-argumentativa do Enem funciona como um rito de passagem para milhões de jovens brasileiros. Agora, o Inep considera fragmentar essa prova em quatro seções vinculadas às áreas do conhecimento — totalizando 50 linhas distribuídas entre linguagens, humanas, natureza e matemática —, numa tentativa de avaliar formas mais diversas de raciocínio e de alinhar o exame à nova Base Nacional Curricular Comum. A proposta, ainda preliminar, revela uma tensão mais profunda: o que significa medir o aprendizado de uma geração, e quem tem o direito de definir essa medida?