No coração do mercado editorial brasileiro, um livreiro chegou ao ponto de ruptura. Alexandre Martins Fontes, presidente da Associação Nacional de Livrarias, denunciou publicamente que a cultura do desconto massivo está corroendo o ecossistema do livro — e passou da palavra ao gesto, suspendendo vendas na Amazon e recusando feiras universitárias. Sua posição levanta uma questão antiga sobre o preço da democratização: quando o acesso barato destrói a estrutura que torna o acesso possível, quem verdadeiramente ganha?