Incêndio em prédio de Antuérpia mata pelo menos seis pessoas

Pelo menos seis pessoas morreram no incêndio; dezenas de moradores ficaram presos no prédio e necessitaram resgate de emergência.
Nos trancamos e esperamos na varanda pelos bombeiros
Morador do décimo andar descreve como ficou preso durante o incêndio até ser resgatado.
Mark

Por que as pessoas ficaram presas? Não havia rotas de fuga?

Mimi

Havia rotas, mas a fumaça e a falta de luz tornaram impossível usá-las. Alguns tentaram descer sozinhos e não conseguiram continuar. Outros não sabiam para onde ir.

Mark

Duzentas pessoas em um prédio — como é que apenas seis morreram?

Mimi

Porque os bombeiros chegaram rápido. Dez minutos. Se tivessem demorado mais, o número seria muito diferente.

Mark

O que mais assusta nesse relato?

Mimi

A sequência: luz cortada, depois alarme, depois fumaça. As pessoas não tiveram tempo de reagir. E alguns ainda estão procurando por vizinhos.

Mark

Por que a Bélgica está tendo tantos incêndios?

Mimi

Não sabemos ainda. Mas quando começam a se repetir assim, em semanas, você começa a se perguntar se há algo sistêmico — manutenção, construção, negligência.

Mark

E agora?

Mimi

Investigação. Respostas. E provavelmente mudanças nas regulações de segurança. Mas primeiro, as famílias precisam processar o que perderam.

  • Com a energia cortada e a fumaça já nos corredores, moradores de cerca de duzentas pessoas tiveram apenas minutos para decidir entre fugir ou se trancar e esperar.
  • Equipes de resgate desceram sobreviventes pela lateral do prédio com cordas e escadas de emergência, enquanto múltiplas brigadas de bombeiros de diferentes distritos convergiam para o local.
  • Sobreviventes relataram alarme tardio, corredores intransitáveis e momentos de desespero nas varandas — alguns esperaram até dez minutos até que a escada dos bombeiros os alcançasse.
  • A polícia orientou vizinhos a fechar portas e janelas para conter a exposição à fumaça, enquanto o número de feridos ainda não havia sido precisado.
  • O incidente se soma a uma série de incêndios graves ocorridos na Bélgica nas últimas semanas, intensificando a pressão por respostas sobre causas e prevenção.

Na manhã de quarta-feira, um incêndio devastou um edifício residencial de dez andares em Antuérpia, ceifando pelo menos seis vidas e forçando dezenas de moradores a aguardar resgate suspensos entre o fogo e o céu. O episódio revela a fragilidade das estruturas coletivas diante do imprevisto — a energia que falha, o alarme que chega tarde, a fumaça que fecha os caminhos — e insere a Bélgica em um momento de inquietação crescente com a segurança de seus edifícios.

Um incêndio destruiu um prédio residencial de dez andares em Antuérpia na manhã de quarta-feira, matando pelo menos seis pessoas. O edifício abrigava cerca de duzentas pessoas, e dezenas ficaram presas até a chegada dos bombeiros, que realizaram o resgate descendo sobreviventes pela lateral da estrutura com cordas e escadas de emergência.

Os primeiros sinais foram abruptos: a energia elétrica foi cortada e, três minutos depois, o alarme soou — mas a fumaça já tomava os corredores. Geert Dewulf, morador do décimo andar, contou à emissora VRTNWS que ele e outros tentaram descer por conta própria, mas o caminho estava bloqueado. Refugiaram-se no apartamento e esperaram na varanda até que a escada dos bombeiros os alcançasse, cerca de dez minutos depois.

Outro morador, Gerard, conseguiu ajudar uma vizinha a escapar de um apartamento tomado pela fumaça, embora não tenha conseguido resgatar o gato dela. Entre os sobreviventes, repetiram-se histórias de pertences perdidos, vizinhos desaparecidos na fumaça e longos minutos de espera sem saber o que viria.

O primeiro-ministro belga Bart De Wever publicou uma mensagem de solidariedade às vítimas. O incêndio ocorre em um momento de preocupação crescente: a Bélgica registrou uma série de incêndios graves nas últimas semanas, e as causas deste ainda estão sob investigação.

Um incêndio consumiu um prédio residencial de dez andares em Antuérpia na manhã de quarta-feira, matando pelo menos seis pessoas e deixando dezenas de moradores presos no interior da estrutura até a chegada dos bombeiros. A polícia belga confirmou os óbitos à mídia local, enquanto equipes de resgate desciam sobreviventes pela lateral do edifício usando cordas e escadas de emergência.

O prédio abrigava aproximadamente duzentas pessoas. Os primeiros sinais do desastre foram abruptos: a energia elétrica foi cortada, e três minutos depois o alarme de incêndio soou. Naquele momento, fumaça já preenchia os corredores. Geert Dewulf, morador do décimo andar, descreveu a sequência de eventos à emissora belga VRTNWS. Ele e outros tentaram descer por conta própria, mas o caminho estava bloqueado. Trancaram-se no apartamento e esperaram na varanda até que os bombeiros os alcançassem com a escada de incêndio, cerca de dez minutos depois.

Outro morador, que se identificou como Gerard, conseguiu ajudar uma vizinha a escapar de um apartamento repleto de fumaça, mas não conseguiu localizar o gato dela durante a fuga. Histórias como essa se repetiram entre os sobreviventes: pessoas que ficaram presas esperando resgate, que perderam pertences, que viram vizinhos desaparecerem na fumaça.

Várias brigadas de bombeiros de diferentes distritos convergiram para o local, acompanhadas de ambulâncias e outras equipes de emergência. A polícia orientou moradores das proximidades a manter portas e janelas fechadas para minimizar a exposição à fumaça que se espalhava pela região. Ainda era muito cedo para fornecer um número preciso de feridos.

Bart De Wever, primeiro-ministro da Bélgica e ex-prefeito de Antuérpia, publicou uma mensagem nas redes sociais expressando seus pensamentos em relação às vítimas. O incêndio ocorre em um contexto preocupante: a Bélgica enfrentou uma série de incêndios graves nas últimas semanas, incluindo um em um armazém em Bruxelas. As causas deste incêndio em Antuérpia ainda estão sob investigação.

Primeiro a luz foi cortada. Três minutos depois, soou o alarme de incêndio. Naquele momento, já havia fumaça nos corredores.
— Geert Dewulf, morador do 10º andar, à emissora VRTNWS
Tentamos descer por conta própria, mas não conseguimos mais. Nos trancamos em nosso apartamento e esperamos na varanda.
— Geert Dewulf
Quieres la nota completa? Lee el original en UOL Notícias ↗
Contáctanos FAQ