Não acredito que esse seja um bom uso do VAR
No futebol, como na vida, a linha entre o acidente e a intenção raramente é nítida — e é justamente nessa ambiguidade que as grandes controvérsias nascem. Folarin Balogun, artilheiro dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026, foi expulso no segundo tempo da vitória americana sobre a Bósnia por um pisão que árbitros e analistas divergem profundamente sobre sua natureza. A tecnologia do VAR, criada para trazer justiça ao jogo, tornou-se ela mesma o centro da injustiça percebida, lembrando que nenhuma ferramenta humana escapa à falibilidade de quem a opera.
- Balogun marcou o gol que abriu o placar e parecia ser o protagonista da classificação americana — até o VAR reescrever sua noite.
- Um pisão acidental no calcanhar de Muharemović, inicialmente tratado como falta simples, foi reclassificado como cartão vermelho após revisão, deixando os EUA com dez jogadores.
- A imprensa americana e britânica reagiu com indignação, com analistas como Mark Clattenburg afirmando que a câmera lenta distorceu a percepção do lance.
- Os EUA venceram por 2 a 0 e avançaram às oitavas, mas a vitória foi eclipsada pelo debate sobre os limites e os riscos do uso do VAR.
- Sem seu principal artilheiro, os americanos enfrentam a Bélgica em 6 de julho em Seattle — um confronto decisivo marcado pela sombra de uma expulsão contestada.
Folarin Balogun abriu o placar para os Estados Unidos no primeiro tempo, colocando a seleção em posição confortável diante da Bósnia e Herzegovina. Mas o segundo tempo reservaria uma reviravolta amarga. Durante uma disputa com o bósnio Tarik Muharemović, Balogun pisou acidentalmente no calcanhar do adversário — um lance que o árbitro inicialmente classificou como falta simples. A ordem para revisar no VAR mudou tudo: após assistir à repetição, o árbitro converteu a infração em cartão vermelho.
Os EUA venceram por 2 a 0 e garantiram vaga nas oitavas de final, onde enfrentarão a Bélgica em 6 de julho, em Seattle. Mas a classificação ficou em segundo plano diante da polêmica. O The Athletic destacou a tensão da noite; o The Sun sugeriu que a Copa de Balogun poderia ter chegado ao fim; e o New York Post observou que a câmera lenta transformou um choque desajeitado em algo que o árbitro interpretou como muito mais grave.
O analista de arbitragem Mark Clattenburg, da Fox Sports, foi categórico: 'Não acredito que esse seja um bom uso do VAR.' Segundo ele, em velocidade normal o lance era claramente acidental — Balogun simplesmente pisou no chão e acabou prendendo o pé sob o do adversário. A expulsão reacende um debate mais amplo sobre como a tecnologia, ao ampliar detalhes invisíveis a olho nu, pode distorcer o julgamento em vez de aprimorá-lo. Agora, os americanos seguem adiante sem seu artilheiro, carregando uma vitória que sabe a menos do que deveria.
Folarin Balogun abriu o placar para os Estados Unidos no primeiro tempo, um gol que parecia colocar sua seleção em posição confortável. Mas no segundo tempo, durante uma disputa de bola com o bósnio Tarik Muharemović, tudo mudou. Balogun pisou acidentalmente no calcanhar do adversário — um lance que o árbitro inicialmente marcou como falta simples e deixou passar. Então veio a ordem para revisar a jogada no VAR. Após assistir à repetição, o árbitro decidiu que o incidente era grave o suficiente para justificar um cartão vermelho. Balogun foi expulso.
Os Estados Unidos venceram a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0 e se classificaram para as oitavas de final, onde enfrentarão a Bélgica em 6 de julho, em Seattle. Mas a vitória foi ofuscada pela controvérsia. A expulsão gerou uma onda de críticas na imprensa americana e internacional, com jornalistas e analistas questionando se a decisão havia sido justa.
O The Athletic descreveu a noite como tensa e controversa, observando que os EUA haviam conquistado apenas sua segunda vitória em mata-mata na história da Copa do Mundo. O jornal britânico The Sun foi mais direto, sugerindo que a Copa do atacante americano poderia ter chegado ao fim. O veículo detalhou o lance: Balogun entrou em disputa pela bola, acidentalmente prendeu as travas de sua chuteira na perna do adversário e atingiu seu tornozelo no momento em que tocava o solo. Inicialmente nada além de uma falta foi marcado. Mas quando o árbitro foi instruído a revisar, mudou de ideia completamente.
O New York Post apontou que a câmera lenta havia transformado o que parecia ser um choque desajeitado em algo que o árbitro interpretou como muito mais grave. Mark Clattenburg, analista de arbitragem da Fox Sports, foi ainda mais crítico. "Não acredito que esse seja um bom uso do VAR", afirmou durante a transmissão. Ele explicou que em velocidade normal, a torção do tornozelo não era visível — era simplesmente um acidente, resultado de Balogun pisar no chão e acabar prendendo seu pé sob o do adversário.
Agora os Estados Unidos enfrentam a Bélgica sem seu artilheiro, um golpe significativo para uma seleção que já havia perdido seu principal marcador de gols no torneio. A decisão do VAR permanece no centro da discussão, levantando questões mais amplas sobre como a tecnologia está sendo usada para revisar lances que, em tempo real, pareciam ser infrações menores.
Notable Quotes
Não acredito que esse seja um bom uso do VAR. Quando você assiste ao lance em velocidade normal, não vê a torção do tornozelo. Foi apenas um acidente.— Mark Clattenburg, analista de arbitragem da Fox Sports
O que inicialmente pareceu um choque desajeitado se mostrou muito mais grave em câmera lenta, levando o árbitro a reverter a decisão inicial.— New York Post
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que essa expulsão gerou tanta controvérsia? Não era claramente uma falta grave?
Porque em velocidade normal, parecia um acidente — dois jogadores disputando a bola, um pisando no outro sem intenção. O árbitro achou o mesmo no primeiro momento. Mas a câmera lenta mudou tudo.
A câmera lenta mostrou algo que o árbitro não viu?
Mostrou a torção do tornozelo com mais clareza, sim. Mas isso levanta a pergunta: estamos usando o VAR para encontrar detalhes que ninguém vê em tempo real, ou para corrigir decisões realmente erradas?
E qual é o impacto real para os EUA?
Perdem seu melhor atacante em um momento crítico. Balogun havia marcado. Agora enfrentam a Bélgica nas oitavas sem ele — é uma mudança significativa no equilíbrio do time.
Os críticos estão dizendo que foi um mau uso da tecnologia?
Exatamente. Mark Clattenburg, um árbitro experiente, disse que não acredita que esse seja um bom uso do VAR. A questão é: quando você começa a revisar cada contato, cada pisão, onde termina?
Isso pode afetar como os árbitros usam o VAR no resto da Copa?
Provavelmente. Quando uma decisão como essa gera tanta crítica internacional, os árbitros ficam mais cautelosos, mais conscientes de que estão sendo observados. Pode mudar o padrão de como revisar lances.