Império derrotado pode atacar Sul Global com Venezuela como alvo, alerta Escobar

Potencial risco de conflito armado e agressão militar contra Venezuela e outras nações do Sul Global.
O império está completamente fora de controle e disposto a atacar onde acredita ter uma presa fácil
Alerta final de Pepe Escobar sobre a reação americana ao declínio de sua hegemonia global.

Enquanto o equilíbrio de poder mundial se desloca em direção à Ásia e à Eurásia, o analista geopolítico Pepe Escobar adverte que impérios em declínio raramente recuam com dignidade — e que a Venezuela pode pagar o preço dessa transição histórica. Em seu programa Pepe Café, Escobar traça paralelos entre a invasão do Iraque em 2003 e o que descreve como uma nova arquitetura de agressão imperial em construção sob Trump 2.0, movida pela obsessão histórica americana com o petróleo e pela necessidade de compensar humilhações estratégicas frente a Rússia e China. A pergunta que emerge não é apenas sobre a Venezuela, mas sobre a capacidade do Sul Global de se manter coeso diante de uma potência ainda armada, ainda perigosa, e cada vez mais desesperada.

  • Pepe Escobar afirma que os EUA sofreram uma derrota estratégica real diante de Rússia e China — e que essa humilhação está criando uma pressão explosiva por dentro do sistema imperial.
  • A Venezuela surge como alvo prioritário: Washington estaria construindo enquadramentos jurídicos para classificar Maduro como narcoterrorista e abrir caminho para bombardeios e captura de campos petrolíferos.
  • O analista traça uma linha direta entre Dick Cheney, arquiteto da invasão do Iraque em 2003, e a lógica de Trump 2025 — o mesmo padrão de legitimação jurídica seguida de saque de recursos.
  • O declínio americano não está sendo absorvido com recuo gracioso: África, Oriente Médio e Caribe são apontados como zonas de compensação onde o império busca presas consideradas vulneráveis.
  • A questão que Escobar deixa sem resposta é a mais urgente: o Sul Global tem coesão, defesa e vontade política suficientes para enfrentar um império em colapso, mas ainda armado até os dentes?

No programa Pepe Café, o analista geopolítico Pepe Escobar apresenta uma leitura sombria do momento atual: os Estados Unidos enfrentam uma derrota estratégica diante de Rússia e China, e essa humilhação pode empurrar Washington a reagir de forma violenta contra países do Sul Global. A Venezuela, em sua avaliação, emerge como o alvo mais imediato — movida tanto por ressentimento quanto pela obsessão histórica americana com o controle do petróleo venezuelano.

Escobar sustenta que a administração Trump 2.0 está preparando o terreno para uma agressão militar contra Caracas, buscando enquadramentos legais que permitam classificar Maduro como narcoterrorista. Essa estratégia abriria caminho para bombardeios, incursões de forças especiais e, no centro de tudo, a captura dos campos petrolíferos. Para o analista, o padrão não é novo: ele traça uma linha direta até Dick Cheney, a quem chama de verdadeiro arquiteto da política externa de George W. Bush e responsável pela invasão do Iraque em 2003 — sempre sob a mesma lógica de legitimação jurídica seguida de saque de recursos.

Escobar situa esse cenário dentro de uma transformação mais ampla: o século americano não se materializou, e em seu lugar emergem a Ásia e a Eurásia como novos centros de poder. Diante dessa perda de hegemonia, Washington não aceita o recuo. Em vez disso, busca compensar seu enfraquecimento através de guerras e desestabilizações em regiões onde acredita encontrar vulnerabilidade — África, Oriente Médio, Caribe.

O alerta final é direto: o império está fora de controle. E a pergunta que paira sobre o momento presente é se o Sul Global possui a coesão e a vontade política necessárias para enfrentar uma potência em declínio, mas ainda armada e desesperada.

Pepe Escobar, analista geopolítico que comenta regularmente em seu programa Pepe Café, apresenta uma leitura sombria do momento atual: os Estados Unidos, segundo ele, enfrentam uma derrota estratégica diante de Rússia e China, e essa humilhação pode levar Washington a reagir de forma perigosa contra países do Sul Global. A Venezuela, em sua avaliação, emerge como alvo imediato dessa possível retaliação imperial, movida tanto por ressentimento quanto pela obsessão histórica americana com o controle do petróleo venezuelano.

Escobar sustenta que a administração Trump 2.0 está preparando o terreno para uma agressão militar contra Caracas, buscando enquadramentos legais que permitam classificar o presidente Nicolás Maduro como narcoterrorista. Essa estratégia de legitimação jurídica, na visão do analista, abriria caminho para operações militares diretas: bombardeios a infraestruturas militares, incursões de comandos especiais e, fundamentalmente, a captura dos campos petrolíferos venezuelanos. O que Escobar descreve é um padrão de comportamento imperial que não é novo, mas que pode ganhar nova intensidade.

Para fundamentar sua análise, Escobar traça uma linha histórica que passa por Dick Cheney, vice-presidente americano entre 2001 e 2009. Cheney, a quem Escobar chama de criminoso de guerra e verdadeiro arquiteto da política externa durante o governo George W. Bush, orquestrou a invasão do Iraque em 2003 sob a justificativa da guerra ao terror. A lógica subjacente era sempre a mesma: saque de recursos e dominação geopolítica. Escobar vê em Trump 2025 a replicação desse mesmo padrão, agora direcionado à Venezuela, como se Cheney estivesse novamente no comando das operações.

O analista situa esse cenário dentro de uma transformação geopolítica mais ampla. Os Estados Unidos, em sua avaliação, vivem um declínio irreversível. O século americano não se materializou; em seu lugar emergem a Ásia e a Eurásia como centros de poder, com Rússia e China consolidando-se como as duas grandes potências do novo período. Diante dessa perda de hegemonia, Washington não aceita o recuo gracioso. Em vez disso, busca compensar sua enfraquecimento através de guerras, desestabilizações e intervenções em regiões onde acredita encontrar presas fáceis: África, Oriente Médio, Caribe.

O alerta final de Escobar é direto e perturbador: o império está fora de controle, disposto a atacar onde vê vulnerabilidade. A pergunta que ele deixa em aberto é se o Sul Global, como bloco, possui a coesão, a capacidade de defesa e a vontade política para enfrentar um império em declínio mas ainda armado e desesperado. Essa é a questão que paira sobre o momento presente.

A administração Trump 2.0 está no caminho de perpetrar algo em termos de lei internacional absolutamente demencial
— Pepe Escobar
Trump em 2025, em relação à Venezuela, está organizando um ataque da mesma maneira que Dick Cheney, no início de 2001, organizou o ataque à destruição do Iraque
— Pepe Escobar
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Quando você diz que os EUA enfrentam uma derrota estratégica, está falando de algo militar, econômico, ou dos dois?

Model

Dos dois, mas principalmente da perda de capacidade de impor sua vontade. Militarmente, Rússia e China desenvolveram defesas que neutralizam a superioridade aérea americana. Economicamente, o dólar perde centralidade, o comércio se reorienta para a Eurásia. É uma derrota de hegemonia.

Inventor

E por que você acha que Trump atacaria a Venezuela especificamente agora, e não antes?

Model

Porque agora ele não tem mais espaço para manobra diplomática. Antes havia ilusão de que os EUA poderiam negociar de posição de força. Hoje, com Rússia e China fortes, a única coisa que resta é tentar controlar o que ainda consegue: recursos energéticos próximos, como o petróleo venezuelano.

Inventor

Qual é a diferença entre o que você vê acontecendo agora e o que Cheney fez no Iraque?

Model

A diferença é que Cheney operava de posição de força, com a OTAN unida e sem rivais globais. Trump opera de posição de fraqueza, tentando desesperadamente recuperar o que foi perdido. É mais perigoso porque é mais desesperado.

Inventor

O Sul Global tem alguma defesa real contra isso, ou é só esperança?

Model

Tem defesa real. Rússia e China têm interesse em manter a Venezuela de pé. Há também a integração econômica crescente entre países do Sul. Mas exige coesão política que nem sempre existe.

Inventor

Você acha que isso realmente vai acontecer, ou é cenário de risco?

Model

É cenário de risco alto. Não é inevitável, mas as peças estão no tabuleiro. Tudo depende de como o Sul Global responde nos próximos meses.

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