Em democracias consolidadas, a destituição de magistrados de cortes supremas é fenômeno raro, quase sempre associado à erosão institucional ou a escândalos de corrupção comprovada — não a disputas entre poderes. A crise em torno do ministro Alexandre de Moraes reaviva, no Brasil, um debate que poucos países democráticos já precisaram enfrentar de verdade, colocando em tensão dois valores igualmente caros à república: a independência do Judiciário e a responsabilização de quem o integra. O que está em jogo não é apenas o destino de um ministro, mas a pergunta mais funda sobre quem guarda os gua