Em Ceuta, enclave espanhol de fronteira, milhares de pessoas que atravessaram o Mediterrâneo em busca de dignidade encontraram não um destino, mas uma espera sem horizonte. Entre 5 mil e 8 mil imigrantes vivem nas praias e ruas da cidade, protestando por asilo enquanto o governo espanhol mantém fechadas as portas da legalidade. A crise revela, uma vez mais, a tensão irresoluta entre o direito humano de buscar refúgio e a lógica política das fronteiras.
Imigrantes em Ceuta protestam por asilo em meio a condições precárias
Milhares de imigrantes vivem em condições precárias sem acesso a abrigo adequado, higiene ou serviços de saúde, enfrentando doenças infecciosas e violência.