Por um século, astrônomos intuíram que Betelgeuse guardava uma companheira no silêncio do cosmos. Agora, o Very Large Telescope no deserto do Atacama capturou a imagem mais nítida já obtida desse possível par estelar, revelando um pequeno ponto de luz — batizado Betelgeuse B — com massa estimada entre duas e três vezes a do Sol. A descoberta, publicada em julho de 2026, não encerra o mistério, mas transforma uma suspeita centenária em evidência concreta, enquanto o destino da companheira já está traçado: ser engolida pela supergigante em cerca de dez mil anos.