Na Lagoa de Veneza, onde o tempo parece dobrar sobre si mesmo, uma pequena ilha carrega em seus muros de pedra a memória de Napoleão, dos austríacos e de guerras que já não existem. A Ilha de Crevan — com seu forte de 1806 restaurado e convertido em residência de luxo — é colocada à venda por 5,5 milhões de euros, oferecendo a quem puder comprá-la não apenas um imóvel, mas um fragmento tangível da história europeia flutuando a sete quilômetros de Veneza.