Em agosto de 2026, o Ideb revelou aquilo que muitos suspeitavam, mas poucos queriam ver com tanta clareza: o Brasil não educa seus filhos da mesma forma. Curitiba lidera entre as capitais nos anos iniciais do ensino fundamental, enquanto Manaus surpreende ao superar Rio de Janeiro e São Paulo nas maiores redes municipais — e São Paulo, a maior metrópole do país, fica abaixo da média nacional, separada apenas por um ponto da pior capital. Esses números colocam diante da nação uma pergunta que não pode ser adiada: até quando o endereço de nascimento de uma criança vai determinar o quanto ela apr
Ideb 2025 revela disparidades profundas no ensino entre estados brasileiros
Apenas um ponto separa São Paulo da pior capital do Brasil
Por que Manaus conseguiu superar São Paulo e Rio de Janeiro se essas cidades têm muito mais recursos?
Porque educação não é só dinheiro. Manaus pode ter feito escolhas diferentes — talvez tenha focado em formação de professores, talvez tenha estruturado melhor o currículo, talvez tenha conseguido mobilizar a comunidade de forma diferente. São Paulo tem recursos, mas nem sempre os usa bem.
E Curitiba? O que ela faz que as outras capitais não fazem?
Curitiba construiu um sistema. Não é um acaso que ela lidera. É consistência ao longo do tempo, investimento em formação docente, acompanhamento de resultados. É o tipo de coisa que funciona, mas que exige vontade política sustentada.
São Paulo estar apenas um ponto acima da pior capital — isso é grave?
É muito grave. Significa que a maior cidade do Brasil, com toda sua riqueza, não conseguiu criar um sistema educacional que funcione significativamente melhor que o pior do país. É um sinal de que algo está quebrado na forma como a gente organiza educação nas grandes cidades.
Essas disparidades são novas ou sempre existiram?
Sempre existiram, mas agora temos números que as comprovam de forma inegável. Antes era possível dizer que era impressão. Agora é dado. E dados exigem resposta.
O que muda para uma criança que estuda em Curitiba versus uma que estuda em São Paulo?
Tudo. Chances de aprender a ler fluentemente, de entender matemática, de continuar estudando depois. A educação que você recebe aos sete anos determina muito do que você consegue fazer aos vinte e sete.
El Pulso
- O Ideb 2025 expõe uma fratura estrutural na educação brasileira: crianças em cidades diferentes aprendem em velocidades radicalmente distintas.
- Curitiba lidera entre as capitais nos anos iniciais, enquanto Manaus surpreende ao superar Rio de Janeiro e São Paulo nas maiores redes municipais do país.
- São Paulo, com toda a sua concentração de recursos e infraestrutura, fica abaixo da média nacional — e apenas um ponto acima da pior capital brasileira.
- O resultado de Manaus acendeu uma disputa simbólica: o prefeito Renato Junior celebrou publicamente a conquista como prova de que a capital amazonense está no caminho certo.
- O Ministério da Educação divulgou os dados sabendo que eles tornam inegável a necessidade de políticas diferenciadas para reduzir desigualdades regionais no ensino básico.
Em agosto de 2026, o Ideb revelou aquilo que muitos suspeitavam, mas poucos queriam ver com tanta clareza: o Brasil não educa seus filhos da mesma forma. Curitiba lidera entre as capitais nos anos iniciais do ensino fundamental, enquanto Manaus surpreende ao superar Rio de Janeiro e São Paulo nas maiores redes municipais — e São Paulo, a maior metrópole do país, fica abaixo da média nacional, separada apenas por um ponto da pior capital. Esses números colocam diante da nação uma pergunta que não pode ser adiada: até quando o endereço de nascimento de uma criança vai determinar o quanto ela aprende?
Os dados do Ideb 2025 chegaram em agosto e pintaram um retrato desigual da educação brasileira. O índice revelou que o país não ensina seus filhos da mesma forma de uma capital para outra — e os números são difíceis de ignorar.
Curitiba emergiu como a capital com melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, estabelecendo um padrão que as demais capitais não acompanham. Já Manaus surpreendeu ao superar Rio de Janeiro e São Paulo entre as três maiores redes municipais do Brasil — resultado que o prefeito Renato Junior celebrou como prova de que a cidade está no caminho certo.
O lado mais sombrio da história pertence a São Paulo. A maior metrópole do país ficou abaixo da média nacional no Ideb da educação básica, com nota apenas um ponto acima da pior capital brasileira. Uma margem tão fina que expõe o quanto a desigualdade educacional é profunda e estrutural — e que recursos e população não garantem, por si sós, qualidade no ensino.
O que esses dados deixam em aberto é a pergunta mais importante: o Brasil vai usá-los para construir políticas que reduzam essas desigualdades, ou vai continuar permitindo que o lugar onde uma criança nasce determine o quanto ela aprende? Os números estão na mesa. O próximo capítulo ainda está por ser escrito.
Os números chegaram em agosto, e o retrato que pintam da educação brasileira é desigual demais para ignorar. O Ideb 2025 — o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica — revelou que o país não ensina seus filhos da mesma forma de um estado para outro, de uma capital para outra. Alguns lugares conseguem fazer funcionar. Outros ficam para trás.
Curitiba emergiu como a capital com o melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental. A cidade paranaense estabeleceu um padrão que as outras capitais não conseguem acompanhar. Enquanto isso, Manaus surpreendeu ao superar tanto Rio de Janeiro quanto São Paulo quando se olha para as três maiores redes municipais de ensino do Brasil — um resultado que o prefeito Renato Junior não deixou passar despercebido, anunciando a conquista como prova de que a capital amazonense está no caminho certo.
Mas há um lado mais sombrio nesta história. São Paulo, a maior metrópole do país, ficou abaixo da média nacional no Ideb da educação básica. A cidade que concentra recursos, infraestrutura e população não consegue garantir que seus alunos aprendam no ritmo esperado. Pior ainda: a nota de São Paulo fica apenas um ponto acima da pior capital do Brasil — uma margem tão fina que expõe o quanto a desigualdade educacional é profunda e estrutural.
Esses dados não são abstratos. Eles significam que uma criança nascida em Curitiba tem mais chances de aprender a ler e fazer contas do que uma criança em São Paulo. Significam que Manaus conseguiu fazer algo que Rio de Janeiro e São Paulo — cidades com muito mais recursos — não conseguiram. Significam que o Brasil educa seus filhos em velocidades diferentes dependendo de onde nascem.
O Ministério da Educação divulgou esses resultados sabendo que eles apontariam para um problema que não é novo, mas que os números tornam inegável: há disparidades regionais significativas no ensino básico brasileiro. Algumas cidades conseguem oferecer educação de qualidade. Outras oferecem muito menos. E a diferença entre a melhor e a pior capital é pequena demais para ser confortável — apenas um ponto separa São Paulo da pior colocada.
O que vem a seguir é a questão que esses dados deixam em aberto: o Brasil vai usar essas informações para desenhar políticas educacionais que realmente reduzam essas desigualdades, ou vai continuar permitindo que o lugar onde você nasce determine a qualidade da educação que você recebe? Os números estão na mesa. O que o país faz com eles é o próximo capítulo.
Citas Notables
Manaus registra o melhor desempenho entre as três maiores redes municipais de ensino do Brasil— Prefeito Renato Junior