Diante da dor persistente, o instinto humano de buscar mais alívio aumentando a dose de um remédio é compreensível — mas, no caso do ibuprofeno, essa lógica se inverte. Evidências clínicas demonstram que doses maiores não produzem mais analgesia, apenas expõem o organismo a riscos cardiovasculares, renais e gastrointestinais mais graves. A sabedoria aqui não está em escalar a quantidade, mas em reconhecer os limites do medicamento e buscar a causa real da dor.