Em um único pregão, uma pesquisa eleitoral foi capaz de inverter a trajetória da principal bolsa brasileira, revelando o quanto o mercado financeiro já antecipa o resultado de outubro como seu horizonte mais imediato. O Ibovespa fechou em alta de 1,42%, puxado pela percepção de que uma disputa mais equilibrada entre Flávio Bolsonaro e Lula abre espaço real para alternância de poder — e, com ela, a expectativa de maior disciplina fiscal. Nesse momento, o Brasil vive a tensão clássica entre o tempo da política e o tempo do dinheiro, ambos correndo em paralelo e se influenciando a cada novo dado.