Toda representação do mundo é, antes de tudo, uma escolha — e o IBGE tornou isso visível ao liberar gratuitamente, no Dia da Independência, uma série de três mapas-múndi produzidos entre 2024 e 2026 com o Brasil no centro. Ao adotar a projeção Equal Earth, recentemente recomendada pela ONU, e inverter a orientação Norte-Sul, o instituto não apenas redesenha fronteiras: questiona quem, historicamente, decidiu como o planeta deveria ser visto. É um convite à consciência cartográfica — e, por extensão, à consciência política.