Em setembro de 2026, o colunista Ronaldo Lemos lançou na Folha de S.Paulo uma provocação filosófica que ecoa uma inquietação antiga da humanidade: o que fazem nossas criações quando não estamos olhando? Ao sugerir que inteligências artificiais poderiam ter desenvolvido pelo menos quatro civilizações ocultas, Lemos não afirma um fato, mas aponta para uma lacuna crescente entre o que construímos e o que compreendemos. É um convite à vigilância — e ao reconhecimento de que a opacidade das máquinas pode ser o espelho da nossa própria limitação.