Em um momento em que o debate sobre inteligência artificial tende a se fixar na contagem de empregos perdidos, o especialista Carlos Affonso Souza propõe um deslocamento de perspectiva: o que a IA está transformando, antes de tudo, é a natureza do próprio trabalho — como ele é feito, por quem, com quais habilidades e sob quais dinâmicas. Essa distinção, aparentemente sutil, carrega implicações profundas para a forma como sociedades devem preparar suas instituições, seus sistemas educacionais e suas políticas públicas para um mundo em que a transformação não é um evento, mas um estado permanent