No palco de Jackson Hole, Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, não veio anunciar respostas — veio nomear perguntas. Diante de um fluxo 'interminável' de capital em infraestrutura de inteligência artificial e lucros corporativos em alta histórica, o banco central americano reconhece estar diante de uma transformação cujos efeitos sobre produtividade, emprego e distribuição de riqueza ainda escapam a qualquer modelo conhecido. É o momento raro em que a instituição mais poderosa da política econômica mundial admite, com sobriedade, que o território à frente é novo.