Portugal enfrenta há décadas um défice estrutural de habitação que nenhuma tecnologia, por si só, consegue resolver — mas a Inteligência Artificial começa a oferecer ao setor ferramentas capazes de encurtar distâncias entre a necessidade e a resposta. Não se trata de substituir arquitetos, engenheiros ou mediadores, mas de libertar esses profissionais do trabalho repetitivo para que possam dedicar-se ao que verdadeiramente exige julgamento humano. O momento pede menos debate sobre quem a máquina vai substituir e mais atenção ao que ela pode acelerar: mais casas, construídas com maior rigor, em