António Damásio, neurocientista da Universidade do Sul da Califórnia, adverte que a inteligência artificial contemporânea carece da vulnerabilidade que forjou a ética e a empatia humanas ao longo de milénios. Sem essa fragilidade fundadora, e impulsionada por líderes tecnológicos que privilegiam capacidade e lucro sobre consequências morais, a IA avança como uma força sem bússola interior. Damásio teme que o momento de viragem já tenha passado — mas recusa abandonar a esperança, porque, para ele, o amor e a boa intenção nunca chegam verdadeiramente tarde.