Em um momento em que a inteligência artificial avança sobre territórios antes exclusivos da medicina, um obstetra brasileiro apresentou um modelo que inverte a lógica habitual: a tecnologia mais útil é aquela que conhece seus próprios limites. A ferramenta 'Madrinha Joana', desenvolvida pelo grupo Santa Joana, acompanha gestantes com orientações práticas e alertas de sintomas, mas foi deliberadamente treinada para nunca diagnosticar — e para dizer 'eu não sei' quando necessário. Nessa humildade programada reside, paradoxalmente, sua maior confiabilidade.