No coração de um conflito que já dura anos, houthis e sauditas trocaram acusações graves nesta quarta-feira: o grupo iemenita reivindica ter abatido um caça saudita, enquanto Riyadh denuncia um ataque à própria Meca — cidade sagrada que encarna a autoridade espiritual e política do reino. Quando o sagrado se torna campo de batalha, os limites do conflito deixam de ser apenas militares e passam a ser civilizacionais. O mundo observa uma encruzilhada em que cada passo pode transformar uma guerra regional em algo de proporções muito maiores.