Em Três de Maio, no interior do Rio Grande do Sul, um hospital regional deu um passo silencioso, porém profundo, na direção de uma medicina que opera cada vez mais dentro do corpo sem precisar abri-lo. O Hospital Vida e Saúde realizou dois procedimentos cardíacos de alta complexidade — o implante transcateter de válvula aórtica e o fechamento percutâneo do forame oval patente — que antes exigiriam cirurgias abertas e centros de referência distantes. É o movimento de uma instituição que escolhe aproximar o extraordinário do cotidiano de quem vive longe dos grandes centros.
Hospital Vida e Saúde expande cardiologia com procedimentos minimamente invasivos
Seguiremos avançando, ampliando nossa capacidade de atendimento
Por que esses dois procedimentos específicos representam um avanço tão importante para um hospital regional?
Porque são técnicas de alta complexidade que antes só existiam em grandes centros urbanos. Agora pacientes do interior do Rio Grande do Sul não precisam se deslocar para São Paulo ou Rio de Janeiro para receber esse tipo de tratamento.
Mas quantos pacientes já foram tratados? O texto menciona "recentemente" e "foram realizados", mas não diz se foi um caso ou dez casos.
Boa observação. O texto não especifica o número de procedimentos. Sabemos que aconteceram, que a equipe está preparada, mas não temos volume.
E quanto ao custo? Esses procedimentos são caros?
O texto não aborda isso. Sabemos que são minimamente invasivos, o que geralmente significa menos tempo de internação e recuperação mais rápida, mas o custo direto não é mencionado.
Também não há informação sobre taxa de sucesso, complicações ou resultados dos pacientes. Estamos vendo o anúncio da capacidade, não a validação dela.
Então é um investimento em infraestrutura que o hospital está comunicando?
Exatamente. É o hospital dizendo: temos agora a estrutura, a equipe treinada, e já realizamos esses procedimentos. É um sinal de que a instituição está se posicionando como referência regional.
E a presença de especialistas de fora, como o Dr. Rogério Sarmento Leite e o Dr. Eduardo Mattos, sugere que o hospital buscou validação externa para esses primeiros casos.
Faz sentido. Você traz um expert reconhecido para garantir que tudo corra bem nos primeiros procedimentos.
Sim, e isso também constrói confiança com a comunidade. Quando você vê nomes de ex-presidentes de sociedades médicas envolvidos, há credibilidade.
O Pulso
- Pacientes com estenose aórtica grave e adultos jovens sobreviventes de AVC sem causa identificada enfrentavam, até então, a necessidade de deslocamento a centros especializados distantes para acessar tratamentos de ponta.
- O hospital mobilizou equipes multidisciplinares extensas — cardiologistas, cirurgiões, anestesiologistas, ecocardiografistas e especialistas convidados de Porto Alegre e Passo Fundo — para viabilizar os dois procedimentos com segurança.
- O TAVI substituiu a necessidade de cirurgia aberta ao implantar uma prótese valvar via cateter pela artéria femoral, enquanto o fechamento do FOP selou uma comunicação cardíaca congênita com um dispositivo de dois discos, sem cortes.
- Ambos os procedimentos foram concluídos com sucesso, sinalizando que a alta complexidade cardíaca deixou de ser exclusividade das metrópoles gaúchas para este município do noroeste do estado.
- A direção do hospital anuncia que este é apenas o começo de uma expansão contínua, com incorporação de novas tecnologias e procedimentos minimamente invasivos em cardiologia e outras especialidades.
Em Três de Maio, no interior do Rio Grande do Sul, um hospital regional deu um passo silencioso, porém profundo, na direção de uma medicina que opera cada vez mais dentro do corpo sem precisar abri-lo. O Hospital Vida e Saúde realizou dois procedimentos cardíacos de alta complexidade — o implante transcateter de válvula aórtica e o fechamento percutâneo do forame oval patente — que antes exigiriam cirurgias abertas e centros de referência distantes. É o movimento de uma instituição que escolhe aproximar o extraordinário do cotidiano de quem vive longe dos grandes centros.
O Hospital Vida e Saúde, localizado em Três de Maio, no Rio Grande do Sul, realizou dois procedimentos cardíacos de alta complexidade que marcam uma virada na trajetória da instituição: o implante transcateter de válvula aórtica (TAVI) e o fechamento percutâneo do forame oval patente (FOP). Ambos dispensaram cirurgia aberta, sendo conduzidos por meio de cateteres introduzidos pelas artérias e veias femorais.
O TAVI é indicado para pacientes com estenose aórtica grave, condição em que a válvula aórtica calcifica e estreita, comprometendo o fluxo sanguíneo. Uma prótese é levada até o local por cateter e expandida sobre a válvula original, que permanece intacta. A decisão pelo procedimento envolve uma equipe multidisciplinar que pondera sintomas, anatomia, risco cirúrgico e expectativa de vida do paciente. No hospital, o Heart Team reuniu mais de dez especialidades diferentes, com a participação do Dr. Rogério Sarmento Leite, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica.
Já o fechamento percutâneo do FOP trata uma comunicação congênita entre os átrios do coração que, embora presente em cerca de 25% dos adultos, costuma ser silenciosa. Em pacientes jovens que sofreram AVC sem outra causa identificada, essa passagem pode ser a origem de êmbolos, tornando seu fechamento indicado. Um dispositivo de dois discos é implantado via cateter, e o tecido cardíaco cresce progressivamente sobre ele. O procedimento contou com a participação do Dr. Eduardo Mattos, cardiologista intervencionista do ICOR, de Passo Fundo.
Para a diretora-geral Vanderli de Barros, os dois procedimentos consolidam a alta complexidade cardíaca do hospital e representam o início de uma nova etapa — com expansão contínua de capacidades, tecnologias e especialidades para os pacientes da região.
O Hospital Vida e Saúde, em Três de Maio no Rio Grande do Sul, realizou recentemente dois procedimentos de cardiologia de alta complexidade que marcam um avanço significativo na sua capacidade de tratamento: o implante transcateter de válvula aórtica, conhecido como TAVI, e o fechamento percutâneo de uma comunicação cardíaca congênita chamada forame oval patente, ou FOP. Ambos os procedimentos foram executados através de técnicas minimamente invasivas, dispensando a necessidade de cirurgia aberta.
O TAVI é indicado para pacientes com estenose aórtica grave, uma condição em que a válvula aórtica sofre calcificação e estreitamento, impedindo que o sangue saia adequadamente do coração. Conforme explica o médico hemodinamicista Giovani Commanduli, o procedimento funciona através da introdução de um cateter pela artéria femoral, na região da virilha. Por esse acesso, uma prótese é conduzida até a válvula aórtica doente, onde é expandida, permanecendo no local enquanto a válvula original fica intacta. A decisão de realizar o procedimento não é simples: uma equipe multidisciplinar avalia sintomas, anatomia do paciente, idade, risco cirúrgico, expectativa de vida e a possibilidade de cirurgia convencional. Antes da intervenção, exames como ecocardiograma e tomografia são essenciais para o planejamento, assim como a avaliação das artérias coronárias e dos acessos vasculares.
No Hospital Vida e Saúde, o TAVI foi realizado por um Heart Team composto por cardiologista intervencionista, cirurgião cardiovascular, cardiologista clínico, radiologista, ecocardiografista, anestesiologista, enfermeiros, técnicos de hemodinâmica, perfusionista, intensivista e dentista. A equipe contou ainda com a participação do Dr. Rogério Sarmento Leite, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e coordenador do Núcleo de Cardiopatias Estruturais do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.
O segundo procedimento realizado foi o fechamento percutâneo do FOP, uma pequena comunicação entre o átrio direito e o átrio esquerdo do coração. Durante a vida fetal, essa passagem é normal e permite que o sangue atravesse os átrios sem passar pelos pulmões. Após o nascimento, ela geralmente se fecha naturalmente, mas permanece aberta em aproximadamente 25% dos adultos. Na maioria das pessoas, o FOP não causa qualquer manifestação clínica. Porém, em alguns pacientes, certas características anatômicas podem estar associadas a eventos como acidente vascular cerebral embólico. Nesses casos, após avaliação clínica multidisciplinar e investigação de outras possíveis causas, pode haver indicação para o fechamento.
O fechamento percutâneo é realizado sem cirurgia aberta. Um cateter é introduzido, geralmente pela veia femoral, e conduzido até o coração. Por meio dele, implanta-se um pequeno dispositivo com dois discos, um de cada lado do septo interatrial, selando o FOP. Com o tempo, o tecido cardíaco cresce progressivamente sobre o dispositivo. Conforme destaca Commanduli, o tratamento é considerado principalmente para pacientes mais jovens que sofreram um AVC sem outra causa identificada e que apresentam características do FOP que sugerem uma possível relação com o evento. No procedimento realizado no hospital, participaram profissionais das equipes de hemodinâmica, cirurgia cardíaca, ecocardiografia e anestesia, além de cardiologista clínico. Também integrou a equipe o Dr. Eduardo Mattos, cardiologista intervencionista do ICOR, de Passo Fundo.
Para a diretora-geral Vanderli de Barros, a realização desses procedimentos representa um importante avanço na consolidação da alta complexidade em cardiologia do hospital, ampliando as possibilidades de tratamento minimamente invasivo e qualificado oferecidas aos pacientes. Ela afirma que este é apenas o início de uma nova etapa para a instituição, e que o hospital seguirá avançando, ampliando sua capacidade de atendimento e incorporando novos procedimentos e tecnologias, tanto na cardiologia quanto em outras especialidades.
Citações Notáveis
A indicação é definida por uma equipe multidisciplinar, considerando sintomas, anatomia, idade, risco cirúrgico, expectativa de vida e possibilidade de cirurgia convencional— Dr. Giovani Commanduli, médico hemodinamicista
Este é apenas o início de uma nova etapa para a nossa Instituição. Seguiremos avançando, ampliando nossa capacidade de atendimento e incorporando novos procedimentos e tecnologias— Vanderli de Barros, diretora-geral do Hospital Vida e Saúde