Hospital Pedro Hispano realiza primeira cirurgia robótica com sistema Hugo

Permite operar com maior precisão em melhores condições ergonómicas
O diretor de Cirurgia Geral descreve as vantagens imediatas do novo sistema robótico para o trabalho do cirurgião.
Mark

Porque é que o Hospital Pedro Hispano demorou até agora a adquirir um sistema de cirurgia robótica, se outras unidades já o faziam?

Mimi

O financiamento foi determinante. O sistema Hugo é um equipamento de grande custo, e a ULSM conseguiu acesso através do Plano de Recuperação e Resiliência, que abriu essa possibilidade. Sem esse apoio, o investimento teria sido muito mais difícil.

Luke

Mas a fonte não explica por que razão a ULSM não tinha procurado financiamento alternativo antes. Sabemos que outras hospitais o fizeram — a fonte apenas diz que é prática comum noutras unidades, sem detalhar quando começaram ou como financiaram.

Mark

Qual é o impacto real para os doentes? Menos dor, recuperação mais rápida?

Mimi

A fonte menciona vias menos invasivas, o que tipicamente significa incisões menores, menos trauma tecidular. Mas a reportagem não quantifica o impacto em termos de tempo de internamento, complicações ou resultados clínicos específicos.

Luke

Exatamente. Gil Faria fala de precisão e ergonomia para o cirurgião, o que é verdade, mas não há dados sobre outcomes dos doentes. É uma lacuna importante.

Mark

Quantas cirurgias robóticas esperam fazer por ano?

Mimi

A fonte não fornece essa informação. Sabemos que começaram com cirurgia da obesidade e vão expandir para urologia e ginecologia, mas não há projeções de volume.

Luke

Nem sabemos se há lista de espera, se há critérios de seleção de doentes, ou se todos os candidatos a estas cirurgias terão acesso ao sistema. Isso seria crucial para entender o impacto real.

  • A primeira cirurgia robótica do hospital foi um tratamento da obesidade, escolhido estrategicamente para testar o sistema antes de o abrir a outras especialidades.
  • O cirurgião permanece no comando, operando a partir de uma consola com visão tridimensional ampliada, enquanto os braços do Hugo executam cada movimento com fidelidade milimétrica.
  • A tecnologia promete reduzir a invasividade de procedimentos complexos e melhorar as condições ergonómicas para os médicos em cirurgias longas — um benefício que protege tanto o paciente como o profissional.
  • O plano de expansão abrange urologia, ginecologia e cirurgia geral, com prostatectomias e histerectomias já previstas, e intervenções digestivas e urinárias no horizonte.
  • A chegada do Hugo ao Pedro Hispano representa menos uma inovação isolada e mais uma equiparação: o hospital alinha-se com práticas que se tornam progressivamente standard no sistema de saúde português.

No limiar do outono de 2026, o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, cruzou uma fronteira silenciosa mas significativa: a da cirurgia guiada por máquinas que ampliam a mão humana. Com o sistema robótico Hugo da Medtronic — financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência —, a instituição juntou-se a um movimento que redefine o que é possível dentro de uma sala de operações, colocando a precisão tecnológica ao serviço da vulnerabilidade do corpo humano.

O Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, realizou no final de setembro de 2026 a sua primeira cirurgia assistida por robô, utilizando o sistema Hugo da Medtronic, adquirido com financiamento integral do Plano de Recuperação e Resiliência. A intervenção inaugural foi um tratamento cirúrgico da obesidade — um caso escolhido para testar as capacidades do equipamento antes de o expandir a outras áreas clínicas.

Gil Faria, diretor do serviço de Cirurgia Geral e responsável pela operação, sublinhou o que esta tecnologia muda na prática: maior precisão nos gestos cirúrgicos, melhores condições ergonómicas para o médico em procedimentos prolongados, e a possibilidade de realizar, por vias minimamente invasivas, intervenções que de outro modo seriam difíceis ou inviáveis. O cirurgião mantém o controlo total, operando a partir de uma consola com imagem tridimensional ampliada, enquanto os braços robóticos reproduzem cada movimento com exatidão.

O investimento foi concebido com uma lógica de expansão gradual. A ULSM prevê utilizar o Hugo em cirurgia geral, urologia e ginecologia — incluindo prostatectomias e histerectomias —, com perspetiva de alargar futuramente a intervenções do aparelho digestivo e urinário.

Hélder Pereira, diretor clínico dos Cuidados de Saúde da ULSM, enquadrou a iniciativa numa visão estratégica mais ampla: oferecer respostas cada vez mais inovadoras e ajustadas às necessidades dos utentes. Embora a cirurgia robótica já existisse noutras unidades portuguesas, a sua chegada ao Pedro Hispano marca um passo concreto na modernização da instituição e na sua convergência com o que se torna, progressivamente, norma no sistema de saúde nacional.

O Hospital Pedro Hispano, integrado na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, realizou no final de setembro a sua primeira intervenção cirúrgica assistida por robô, marcando a entrada da instituição numa prática que já se consolidava noutros centros de saúde portugueses. O equipamento utilizado foi o sistema Hugo, fabricado pela Medtronic, adquirido com financiamento integral proveniente do Plano de Recuperação e Resiliência.

A primeira operação escolhida foi um tratamento cirúrgico da obesidade, um caso que permitiu testar as capacidades do novo sistema antes de o expandir a outras especialidades. Gil Faria, diretor do serviço de Cirurgia Geral e responsável pela intervenção, descreveu o alcance desta mudança tecnológica. A cirurgia robótica oferecia ao hospital novas possibilidades operatórias: maior precisão nos gestos, melhores condições ergonómicas para o cirurgião — particularmente importante em procedimentos longos — e a capacidade de realizar, por vias menos invasivas, intervenções cirúrgicas complexas que de outro modo seriam difíceis ou impossíveis de executar.

O funcionamento do sistema mantém o cirurgião no centro do processo. Durante a operação, o médico comanda todos os movimentos a partir de uma consola equipada com imagem tridimensional ampliada. Os braços robóticos do Hugo executam a intervenção, reproduzindo com precisão cada movimento ordenado pelo cirurgião, facilitando o trabalho em zonas de acesso difícil ou anatomicamente desafiantes.

O investimento não se limita a um único procedimento. A ULSM planeou utilizar o sistema nas áreas de cirurgia geral, urologia e ginecologia. Para além do tratamento da obesidade, o equipamento passará a realizar prostatectomias e histerectomias, com perspetiva de expansão futura para intervenções do aparelho digestivo e urinário. Esta progressão reflete uma estratégia de integração gradual da tecnologia nas práticas clínicas existentes.

Hélder Pereira, diretor clínico dos Cuidados de Saúde da ULSM, enquadrou o investimento numa visão mais ampla. O objetivo passava por oferecer aos utentes respostas cada vez mais inovadoras e ajustadas às suas necessidades específicas. Embora a cirurgia robótica fosse já uma realidade noutras unidades de saúde do país, a sua chegada ao Hospital Pedro Hispano representava um passo significativo na modernização dos serviços de cirurgia da instituição e na equiparação com práticas que se tornavam progressivamente standard no sistema de saúde português.

A cirurgia robótica abre novas possibilidades: permite operar com maior precisão e em melhores condições ergonómicas, facilitando gestos cirúrgicos muito complexos que nem sempre seriam possíveis
— Gil Faria, diretor do serviço de Cirurgia Geral
O objetivo passa por oferecer aos utentes respostas cada vez mais inovadoras e ajustadas às suas necessidades
— Hélder Pereira, diretor clínico dos Cuidados de Saúde da ULSM
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