Homem morre após ser baleado em paredão; Iuri Sheik é procurado

William Oliveira, 28 anos, morreu após ser baleado durante festa em Santo Antônio de Jesus, deixando ferimentos que o levaram à morte três dias após o incidente.
Recusou um aperto de mão. Sheik voltou com uma arma.
A sequência de eventos que levou à morte de William Oliveira durante uma festa em Santo Antônio de Jesus.
Mark

Como a polícia chegou a essa versão dos fatos tão rápido?

Mimi

Seis testemunhas foram ouvidas, e três delas viram tudo acontecer. Quando você tem três pessoas vendo o mesmo momento, a história fica clara.

Luke

Mas a gente só tem o relato do delegado. A gente não viu as transcrições das testemunhas, não viu se elas foram confrontadas com Sheik ou se há câmeras de segurança.

Mark

Por que alguém mata por causa de um aperto de mão?

Mimi

Não sabemos o que realmente estava acontecendo entre eles. Pode ter sido uma desavença anterior, pode ter sido álcool, pode ter sido ego. O delegado só contou o que as testemunhas disseram.

Luke

Exatamente. A gente tem a versão das testemunhas. Sheik disse que vai contar "realmente o que aconteceu". Não sabemos ainda qual é a história dele.

Mark

Ele publicou algo no Instagram?

Mimi

Sim, uma foto chorando, dizendo que tem dois lados da história e que vai se apresentar. Mas não se apresentou.

Luke

Isso foi publicado na terça. A reportagem é de quarta. Então ele tinha tempo de se apresentar e não fez. Ou não conseguiu, ou não quis.

  • Uma recusa de cumprimento em uma festa transformou-se em homicídio: o suspeito teria ido até o carro, pegado uma arma e voltado para atirar em William Oliveira.
  • Após os disparos, Iuri Sheik fugiu em alta velocidade e segue foragido, ignorando a promessa pública de se apresentar à polícia.
  • Seis testemunhas foram ouvidas; três presenciaram os disparos e confirmaram a sequência dos fatos ao delegado Edilson Magalhães.
  • William resistiu por três dias no Hospital Geral de Santo Antônio de Jesus, mas não sobreviveu aos ferimentos — a TV Bahia confirmou sua morte na tarde de quarta-feira.
  • Se capturado e condenado por homicídio, Sheik pode cumprir até trinta anos de prisão.

Em Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, um gesto negado — a recusa de um aperto de mão — teria sido suficiente para que um homem buscasse uma arma e ceifasse uma vida. William Oliveira, 28 anos, morreu na quarta-feira após três dias internado, vítima de disparos efetuados durante um paredão no domingo anterior. O suspeito, Iuri Sheik, permanece foragido, deixando para trás uma publicação nas redes sociais e a promessa de uma versão que ainda não foi contada à polícia.

William Oliveira tinha 28 anos quando foi baleado durante um paredão em Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, no domingo 23 de junho. Levado em estado grave ao Hospital Geral da cidade, ele resistiu por três dias antes de morrer na tarde de quarta-feira em decorrência dos ferimentos.

O principal suspeito é Iuri Sheik, empresário e influenciador digital. Segundo o delegado Edilson Magalhães, a motivação foi brutal em sua simplicidade: Sheik teria estendido a mão para cumprimentar William, teve o gesto recusado, foi até seu carro, pegou uma arma, voltou e disparou. Em seguida, entrou no veículo e fugiu em alta velocidade.

Seis testemunhas foram ouvidas pela polícia, três delas presentes no momento dos disparos, e seus relatos sustentam a acusação. Sheik, no entanto, permanece foragido. Na terça-feira, publicou uma foto chorando no Instagram prometendo se apresentar e contar "o que realmente aconteceu" — promessa que, até o fechamento da reportagem, não havia sido cumprida. Se condenado por homicídio, pode pegar até trinta anos de prisão.

William Oliveira tinha 28 anos quando levou um tiro durante uma festa tipo paredão em Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, no domingo 23 de junho. Ele foi levado ao Hospital Geral de Santo Antônio de Jesus em estado grave, onde permaneceu internado por três dias. Na tarde de quarta-feira, 26 de junho, ele morreu em decorrência dos ferimentos. A TV Bahia confirmou a morte.

O principal suspeito é Iuri Sheik, empresário e influenciador digital. Segundo o delegado Edilson Magalhães, em entrevista à emissora, o que teria acontecido foi simples e brutal: Sheik chegou à festa e estendeu a mão para cumprimentar William. William recusou o aperto de mão. Sheik saiu, foi até seu carro, pegou uma arma, voltou e disparou contra William. Depois entrou no veículo novamente e saiu em alta velocidade do local.

Seis testemunhas foram ouvidas pela polícia. Três delas presenciaram o momento dos disparos e confirmaram a versão dos fatos ao delegado. Seus relatos formam a base da acusação contra Sheik — um homem que, por uma recusa de cumprimento, decidiu buscar uma arma e atirar.

Sheik permanece foragido. Ele não se apresentou à polícia. Na terça-feira, 25 de junho, publicou uma foto chorando em seu Instagram com a mensagem: "toda versão existe dois lados. Logo mais vou me apresentar e contar realmente o que aconteceu". Até o momento da publicação desta reportagem, ele não havia se apresentado.

Se condenado por homicídio, Sheik pode cumprir até trinta anos de prisão. William Oliveira, que estava em uma festa quando um homem que conhecia decidiu matá-lo por causa de um aperto de mão recusado, não vai sair do hospital. Ele já está morto.

William já estava na festa quando Sheik chegou e estendeu a mão para falar com William, mas ele disse que não ia apertar a mão de Iuri. Então, ele foi no carro, pegou uma arma, voltou e atirou em William.
— Delegado Edilson Magalhães, em entrevista à TV Bahia
Toda versão existe dois lados. Logo mais vou me apresentar e contar realmente o que aconteceu.
— Iuri Sheik, em publicação no Instagram
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