Décadas após os primeiros casos de AIDS, a medicina celebra a longevidade conquistada pelo tratamento antirretroviral — mas descobre, nessa mesma vitória, uma sombra persistente: o HIV se entrincheira no cérebro, fora do alcance dos remédios, e alimenta silenciosamente uma inflamação que corrói a memória e o pensamento ao longo dos anos. A OMS, ao atualizar suas diretrizes em julho de 2026, lembrou ao mundo que sobreviver à infecção é apenas o primeiro capítulo de uma história que o envelhecimento está tornando cada vez mais urgente de compreender.
HIV 'indetectável' no sangue ainda aumenta risco de demência, alerta OMS
Pessoas vivendo com HIV enfrentam risco significativo de declínio cognitivo e demência mesmo com tratamento bem-sucedido, comprometendo qualidade de vida a longo prazo.