No cruzamento entre a química dos materiais e a oncologia, duas investigadoras portuguesas ajudaram a conceber uma forma de levar a quimioterapia diretamente ao tumor, poupando o resto do corpo ao percurso destrutivo do fármaco. O hidrogel de celulose e quitosano, desenvolvido em Barcelona, transforma-se em gel ao contacto com o calor corporal e liberta a medicação de forma lenta e localizada — uma ideia simples na sua lógica, mas profunda nas suas implicações para o sofrimento humano. A investigação ainda não chegou aos ensaios clínicos, mas aponta para um futuro em que tratar o cancro não si