Herpes-zóster avança no Brasil com 49.720 atendimentos em 2025

Mais de 3.000 internações foram registradas por Herpes-zóster em 2025, impactando a saúde de milhares de brasileiros sem acesso à vacinação preventiva.
A vacina existe, mas o SUS ainda não a oferece
Apesar de 49.720 atendimentos por Herpes-zóster em 2025, a prevenção permanece fora do calendário de imunizações do sistema público.
Mark

Por que o Herpes-zóster está crescendo agora? Há algo específico acontecendo em 2025?

Mimi

A fonte não explica a causa do aumento. Sabemos que 49.720 atendimentos ocorreram, mas não há análise sobre por que mais pessoas estão contraindo a doença neste ano em particular.

Luke

Exato. Poderia ser envelhecimento populacional, mudanças na vigilância epidemiológica, ou simplesmente mais pessoas procurando atendimento. Não sabemos.

Mark

E a vacina — por quanto tempo ela não está disponível no SUS?

Mimi

A reportagem não diz. Apenas confirma que em 2025 ainda não era oferecida, apesar dos números crescentes.

Luke

Isso é importante. Sabemos que a vacina existe e é usada em outros países, mas não temos informação sobre quando foi desenvolvida, por que o Brasil não a oferecia antes, ou qual é o custo dela.

Mark

O projeto de lei aprovado em setembro — qual é a chance real de virar política pública?

Mimi

O Senado aprovou, mas a reportagem não menciona o status na Câmara ou no Executivo. É um passo, mas não é garantia de implementação.

Luke

Certo. Aprovação no Senado é notícia, mas não é lei. Precisaríamos saber se há orçamento alocado, se há consenso na Câmara, e se o Ministério da Saúde está preparado para distribuir em escala nacional.

Mark

São Paulo tem quase o triplo de casos do Rio de Janeiro. Por quê?

Mimi

A reportagem não oferece explicação. Pode ser população maior, acesso diferente ao sistema de saúde, ou variações na vigilância epidemiológica.

Luke

Exatamente. Sem contexto sobre a população de cada estado ou a cobertura de atendimento, não podemos saber se São Paulo realmente tem mais doença ou se apenas registra mais casos.

  • Em apenas dez meses de 2025, o Brasil registrou 49.720 atendimentos por Herpes-zóster — um ritmo que não dá sinais de desaceleração.
  • São Paulo concentra quase um terço dos casos nacionais, revelando que a doença pressiona desigualmente os sistemas de saúde regionais.
  • Mais de 3.000 internações expõem a face mais grave da doença, que pode causar dor crônica e complicações neurológicas duradouras, especialmente em idosos.
  • A vacina existe, é eficaz, mas permanece fora do alcance de quem depende do SUS — uma ausência que transforma prevenção em privilégio de quem pode pagar.
  • O Senado aprovou em setembro o PL 4.426/25, abrindo caminho para incluir o imunizante no calendário público, mas aprovações e decisões orçamentárias ainda estão por vir.

Um vírus antigo — o mesmo que marca a infância com a catapora — retorna na vida adulta como Herpes-zóster, deixando em 2025 quase 50 mil brasileiros em busca de atendimento e mais de 3 mil hospitalizados. O paradoxo é silencioso: existe vacina, mas o SUS ainda não a oferece. O Senado deu um passo em setembro, aprovando projeto que propõe corrigir essa lacuna, mas entre a lei e a seringa há um caminho ainda por percorrer.

O Herpes-zóster, causado pelo mesmo vírus da catapora, acumulou 49.720 atendimentos ambulatoriais no Brasil nos primeiros dez meses de 2025, segundo o Ministério da Saúde. Desse total, 3.060 pacientes precisaram de internação — um indicador da gravidade que a doença pode atingir, sobretudo em idosos e pessoas com imunidade comprometida.

A distribuição dos casos não é uniforme. São Paulo lidera com 15.459 registros, seguido pelo Rio de Janeiro com 9.931 e Minas Gerais com 4.039. Só no primeiro semestre, foram 33.141 atendimentos e 1.559 internações, sugerindo um ritmo constante ao longo do ano.

O ponto mais crítico da situação é a ausência da vacina no calendário do SUS. O sistema oferece tratamento gratuito para quem já adoece, mas não dispõe do imunizante que poderia evitar que a infecção ocorra. Essa lacuna atinge com mais força justamente os grupos mais vulneráveis.

Em setembro, o Senado aprovou o Projeto de Lei 4.426/25, de autoria da senadora Dra. Eudócia, propondo a inclusão da vacina no calendário oficial de imunizações. Se aprovado nas etapas seguintes e respaldado por decisões orçamentárias, o projeto poderia reduzir internações, aliviar o sistema de saúde e ampliar o acesso à prevenção para milhões de brasileiros. O caminho legislativo está aberto — mas a vacina ainda não chegou ao braço de quem mais precisa.

O Herpes-zóster, a mesma infecção viral que causa a catapora, está deixando um rastro crescente de atendimentos médicos pelo Brasil. Nos primeiros dez meses de 2025, o Ministério da Saúde registrou 49.720 consultas ambulatoriais relacionadas à doença, um número que reflete a escala do problema enfrentado pelo sistema de saúde nacional. Desses atendimentos, 3.060 pacientes precisaram ser internados — uma proporção que ilustra a gravidade que a condição pode alcançar em alguns casos.

A distribuição geográfica da doença revela padrões claros. São Paulo lidera o ranking com 15.459 registros, quase um terço do total nacional. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar com 9.931 casos, enquanto Minas Gerais completa o trio com 4.039 atendimentos. Quando se olha apenas para o primeiro semestre do ano, entre janeiro e junho, foram contabilizados 33.141 atendimentos e 1.559 internações, sugerindo que o ritmo de novos casos manteve-se consistente ao longo dos meses.

O que torna a situação particularmente preocupante é a ausência de uma ferramenta preventiva fundamental. Apesar do crescimento dos casos, o Sistema Único de Saúde ainda não oferece a vacina contra o Herpes-zóster em seu calendário de imunizações. O SUS fornece tratamento gratuito para quem já contraiu a doença, mas não dispõe do imunizante que poderia evitar que milhões de brasileiros enfrentem a infecção em primeiro lugar.

Essa lacuna na cobertura vacinal começou a receber atenção do poder legislativo. No início de setembro, o Senado aprovou o Projeto de Lei 4.426/25, apresentado pela senadora Dra. Eudócia, da União por Alagoas. A proposta busca incluir a vacina contra o Herpes-zóster no calendário oficial do SUS, um passo que poderia transformar o acesso à prevenção para a população brasileira. Se aprovado nas demais etapas do processo legislativo, o projeto representaria uma mudança significativa na estratégia de saúde pública do país.

O Herpes-zóster afeta principalmente pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos ou idosos, grupos que já enfrentam vulnerabilidades de saúde. A doença causa dor intensa, erupções cutâneas e, em alguns casos, complicações neurológicas duradouras. A disponibilização da vacina pelo SUS poderia reduzir substancialmente o número de internações e consultas, aliviando a pressão sobre os serviços de saúde e melhorando a qualidade de vida de milhões de brasileiros. O caminho legislativo está aberto, mas a implementação ainda depende de aprovações futuras e de decisões orçamentárias que garantam a distribuição em larga escala.

O Rio de Futuro começa em 4 de outubro. E construí-lo depende de cada um de nós
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