Habib's entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265 milhões

Preservar sustentabilidade após quase 40 anos no mercado
A empresa posiciona a recuperação judicial como estratégia para garantir continuidade de negócios de longo prazo.
Mark

Como uma rede que existe há quase 40 anos chega a uma dívida de R$ 265 milhões?

Mimi

Não é uma história de um único erro. É acúmulo — custos operacionais altos, aluguel, folha de pagamento, concorrência crescente. Depois vem a pandemia, mudanças no comportamento do consumidor, inflação. Tudo junto.

Mark

E por que recuperação judicial agora, e não antes?

Mimi

Porque em algum ponto você não consegue mais rolar a dívida. Os bancos — Bradesco, Itaú — querem saber quando vão receber. A recuperação judicial é honesta: você senta com os credores e diz "vamos reorganizar isso juntos".

Mark

As operações realmente continuam normais?

Mimi

Tecnicamente sim. As lojas abrem, vendem pastel, atendem cliente. Mas há incerteza. Fornecedores ficam nervosos. Funcionários se perguntam se o emprego é seguro. Normal é relativo.

Mark

O que muda para quem come no Habib's?

Mimi

No curto prazo, nada visível. Você pede seu pastel como sempre. Mas a empresa tem prazo para apresentar um plano de reestruturação. Se conseguir negociar bem com os credores, sai dessa. Se não conseguir, aí sim as coisas mudam.

Mark

Ragazzo e Tendall Grill correm o mesmo risco?

Mimi

Estão no mesmo barco. Todas são do Grupo Gennius. Se a recuperação funciona, todas se beneficiam. Se não funciona, todas sofrem junto.

  • Uma dívida de R$ 265,2 milhões e credores entre os maiores bancos do país revelam a dimensão real da crise financeira que se acumulou nos bastidores do Grupo Habib's.
  • A aprovação judicial, processada na segunda-feira pelo juiz Jomas Juarez Amorim, foi anunciada publicamente apenas na quarta-feira — um intervalo que sugere cuidado na gestão da narrativa pública.
  • A empresa insiste que lojas, atendimento e padrões de qualidade seguem intactos, tentando separar a turbulência jurídica da experiência cotidiana do consumidor.
  • O Grupo Gennius, que controla também Ragazzo e Tendall Grill, posiciona a recuperação judicial como estratégia de sobrevivência — não como sinal de colapso —, mas a necessidade de intervenção judicial contradiz parte desse otimismo.
  • Nos próximos meses, renegociações de prazos e obrigações com Bradesco, Itaú e demais credores definirão se quase 40 anos de mercado serão suficientes para sustentar um novo começo.

Depois de quase quatro décadas alimentando o Brasil com esfihas e saudades de preço acessível, o Grupo Habib's chegou a uma encruzilhada que muitas empresas longevas eventualmente enfrentam: o peso acumulado das dívidas superou a capacidade de sustentação ordinária. Com R$ 265,2 milhões em obrigações e credores do porte de Bradesco e Itaú Unibanco na lista, a rede obteve aprovação judicial para reorganizar suas finanças pela 1ª Vara de Falências do TJ-SP — um mecanismo que, na melhor das hipóteses, é um recomeço negociado, e não um fim anunciado.

O Grupo Habib's obteve aprovação para entrar em recuperação judicial carregando uma dívida de R$ 265,2 milhões. A decisão partiu da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, processada na segunda-feira, com comunicado oficial divulgado pela rede apenas na quarta-feira.

A empresa enquadra o movimento como parte de uma reestruturação financeira mais ampla, garantindo que todas as lojas seguem operando normalmente e que clientes não sentirão impacto no atendimento ou na qualidade. O Grupo Gennius, controlador da marca e também dono das redes Ragazzo e Tendall Grill, apoia o discurso de que a recuperação judicial é uma solução estratégica — não um prenúncio de falência.

Entre os credores listados no processo estão Bradesco e Itaú Unibanco, dois dos maiores bancos do país, o que evidencia tanto a escala das obrigações quanto a complexidade das negociações que virão. A recuperação judicial permite à empresa renegociar prazos e condições com seus credores, reorganizando as dívidas sem encerrar as atividades.

Com quase quatro décadas de presença no mercado brasileiro, o Habib's chega a esse momento carregando história e reconhecimento de marca — ativos intangíveis que a empresa espera converter em argumento para um plano de reestruturação viável. Os próximos meses dirão se essa trajetória longa é âncora suficiente para atravessar a crise.

O Grupo Habib's obteve aprovação judicial para entrar em recuperação nesta semana, carregando uma dívida de R$ 265,2 milhões. A decisão saiu da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, processada pelo juiz Jomas Juarez Amorim na segunda-feira, com o anúncio oficial vindo na quarta-feira através de comunicado da rede.

A empresa enquadra o movimento como parte de uma estratégia mais ampla de reestruturação financeira, afirmando que o objetivo é manter a sustentabilidade e garantir o crescimento do negócio nos próximos anos. Segundo a nota divulgada, todas as operações continuam funcionando normalmente — as lojas seguem atendendo clientes, mantendo a rotina e os padrões de qualidade habituais.

O Grupo Gennius, controlador da marca Habib's, também é proprietário de outras redes de alimentação: Ragazzo e Tendall Grill. A empresa ressalta sua presença consolidada no mercado brasileiro há quase quatro décadas, posicionando a recuperação judicial como um passo necessário para preservar essa trajetória e a continuidade das operações.

Entre os credores envolvidos no processo estão dois dos maiores bancos do país: Bradesco e Itaú Unibanco. A inclusão desses nomes na lista de interessados indica a escala das obrigações financeiras que a rede enfrenta e a complexidade das negociações que se desenrolarão nos próximos meses.

A recuperação judicial é um mecanismo legal que permite a uma empresa em dificuldades financeiras negociar com seus credores e reorganizar suas dívidas, evitando a falência. Para o Habib's, a aprovação abre caminho para que a rede trabalhe em um plano de reestruturação que pode incluir renegociação de prazos, redução de obrigações ou outras medidas acordadas com os credores. A empresa mantém o discurso de que essa é uma solução estratégica e não um sinal de colapso iminente, mas o tamanho da dívida e a necessidade de intervenção judicial deixam claro que os desafios financeiros são substanciais.

As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades
— Grupo Habib's, em comunicado oficial
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