Guia reúne 26 restaurantes asiáticos imprescindíveis em São Paulo

Não é mais um nicho — são 26 endereços de culinárias diferentes
A gastronomia asiática em São Paulo cresceu o suficiente para merecer seu próprio mapa dentro do guia gastronômico da Folha.
Mark

Por que um guia específico sobre restaurantes asiáticos? Não seria mais natural incluir tudo junto?

Mimi

Porque a gastronomia asiática em São Paulo cresceu o suficiente para merecer seu próprio mapa. Não é mais um nicho — são 26 endereços só nessa seleção, de culinárias diferentes, em bairros diferentes, com histórias diferentes.

Mark

Qual é a diferença entre um restaurante que está aqui há 40 anos e um que abriu em 2025?

Mimi

A diferença é que ambos existem. O Ton Hoi aberto em 1968 mantém receitas que funcionam há décadas. O Jung Jib, novo, traz fermentados caseiros e experimenta fusão. A cidade precisa dos dois.

Mark

Parece haver muito foco em preço. Por que isso importa?

Mimi

Porque mostra acessibilidade. Um onigiri por R$ 24 não é a mesma coisa que um pato de Pequim por R$ 449. O guia não está dizendo que um é melhor que o outro — está dizendo que existem opções para diferentes bolsos e ocasiões.

Mark

O que significa um restaurante ser "eleito pelo júri especializado"?

Mimi

Significa que não é só opinião de quem come. Há critério técnico envolvido. O Ping Yang, por exemplo, foi eleito melhor asiático em 2024 — isso não é acaso, é reconhecimento de qualidade.

Mark

E a pesquisa Datafolha? O que ela muda?

Mimi

Ela traz a voz do paulistano comum. Não é só o crítico ou o chef falando. É a pessoa que mora aqui, que come aqui regularmente, dizendo o que funciona de verdade.

Mark

Qual é o ponto de um guia assim em 2026, quando tudo está na internet?

Mimi

Um guia assim é curadoria. É alguém dizendo: entre as centenas de opções, essas 26 valem seu tempo e dinheiro. É confiança concentrada.

  • 26 restaurantes asiáticos selecionados como parte de guia com mais de 900 estabelecimentos
  • Culinária chinesa, coreana, tailandesa, vietnamita, indiana e nepalesa distribuídas por bairros de São Paulo
  • Seleção combina julgamento de júri especializado com pesquisa Datafolha de opinião de moradores
  • Preços variam de R$ 20 (trio de fermentados no Jung Jib) a R$ 449 (pato de Pequim no Song Qi)
  • Restaurantes incluem casas consolidadas desde 1968 e novos empreendimentos de 2025

Seleção abrange diversas culinárias asiáticas distribuídas por bairros de São Paulo, com destaque para restaurantes consolidados e novos empreendimentos. Guia inclui informações de preços, endereços, especialidades e contatos, facilitando o acesso a experiências gastronômicas variadas na capital paulista.

Folha de S.Paulo publica seleção de 26 restaurantes asiáticos em São Paulo, parte do especial gastronômico com mais de 900 estabelecimentos, incluindo cozinhas chinesa, coreana, tailandesa, vietnamita, indiana e nepalesa.

São Paulo é uma cidade que come o mundo inteiro, e em nenhum lugar isso fica mais evidente do que na sua cena de gastronomia asiática. A Folha de S.Paulo acaba de publicar um guia especial dedicado exclusivamente a restaurantes dessa região, selecionando 26 endereços que valem a visita. Esses estabelecimentos fazem parte de um projeto maior — um especial gastronômico chamado O Melhor de São Paulo Gastronomia - Restaurantes, Bares e Cozinha 2026 — que reúne mais de 900 casas onde comer e beber na cidade, organizadas por especialidade e bairro.

A seleção não é aleatória. O guia combina o julgamento de um júri especializado com a opinião dos próprios paulistanos, coletada por meio de uma pesquisa Datafolha. O resultado é um mapa que reflete tanto a expertise quanto o gosto real de quem vive aqui. Os 26 restaurantes cobrem um espectro amplo: há cozinha asiática de fusão, chinesa, coreana, indiana, nepalesa, tailandesa e vietnamita, distribuídos por bairros que vão da Liberdade ao Itaim Bibi, de Pinheiros à Vila Madalena.

Entre os destaques está o Ai Ai Cozinha Asiática, no Ipiranga, onde o katsu karê de frango ou porco é tão popular que aparece tanto no cardápio à la carte quanto no menu-executivo. O Mi.ado, na região oeste, é onde a chef Renata Vanzetto celebra a culinária asiática com pratos como uramaki de carapau e mangolian noodles. O Santokki, na Vila Madalena, oferece onigiri de atum tostado na brasa e banh mi em baguete, além de uma máquina de pegar bichinho para os clientes se divertirem enquanto esperam.

Na culinária chinesa, o Hi Pin Shan, fundado em 1984 pelo chef Kung Hing Sin, serve pratos generosos que alimentam duas pessoas ou mais — o frango general Tso e a cabeça de leão (quatro almôndegas de porco com acelga branca) são clássicos. O Song Qi, trazido para São Paulo pelo automobilista Felipe Massa, oferece o pato de Pequim laqueado, um prato que serve até quatro pessoas e custa R$ 449. O Ton Hoi, aberto desde 1968, é hoje comandado por Tommy Wong, filho dos fundadores, e mantém receitas como a barriga de porco com molho à base de anis e canela.

A cena coreana é igualmente robusta. O Bicol oferece churrasco coreano com bulgogi e garbi, enquanto o Jung Jib, fundado em 2025 pela chef Priscila Jung, traz fermentados caseiros e pratos como dakgangjeon — frango frito em molho agridoce apimentado. O Komah, do chef Daniel Park, prepara clássicos como yukhoe, uma espécie de steak tartare com miolo de alcatra e gema curada.

Na culinária tailandesa, o Ping Yang foi eleito em 2024 o melhor restaurante asiático pelo júri do especial. Seu chef, Maurício Santi, propõe uma cozinha tailandesa que ele descreve como tradicional e moderna, livre de estereótipos. O Thai Chef completa dez anos em 2026 e oferece seis versões diferentes de pad thai. Já na culinária vietnamita, o Bánh Mì Vietnam, instalado em um sobrado no Bexiga desde 2017, é onde o vietnamita Yann Dupierre transformou sua casa em restaurante, servindo rolinhos no papel de arroz e o famoso pho bo.

O que emerge desse guia é um retrato de uma cidade que não apenas consome gastronomia asiática, mas que a consolidou como um segmento relevante e maduro do seu mercado de restaurantes. Não se trata apenas de tendência passageira, mas de uma presença estabelecida, com casas que funcionam há décadas ao lado de novos empreendimentos que trazem inovação. Os preços variam — um onigiri custa R$ 24, enquanto um pato de Pequim laqueado chega a R$ 449 — e os bairros se distribuem por toda a cidade, sugerindo que essa culinária deixou de ser concentrada em enclaves específicos para se espalhar organicamente pela metrópole.

Cozinha tailandesa tradicional e moderna, livre de estereótipos
— Chef Maurício Santi, Ping Yang
Restaurante eleito em 2024 o melhor asiático pelo júri do especial O Melhor de São Paulo
— Sobre o Ping Yang
Contáctanos FAQ