Numa esquadra da Guarda Civil em Llanes, norte de Espanha, uma agente foi morta a tiro pelo ex-companheiro, também oficial da corporação, numa quarta-feira de agosto. Laura tinha 50 anos, três filhos e estava inscrita num sistema estatal de proteção a vítimas — e ainda assim não sobreviveu. O seu assassino morreu no mesmo confronto que ele próprio desencadeou, deixando órfãos os filhos de ambos e acrescentando mais um número a uma contagem que já vai em 34 homicídios por violência de género em Espanha este ano.
Guarda Civil mata ex-namorada em quartel e morre em troca de tiros
Apesar da proteção institucional, não foi suficiente
Por que é que um oficial da Guarda Civil, alguém treinado em segurança, conseguiu invadir uma esquadra armado?
Porque tinha acesso. Era colega deles. Ninguém o esperava como ameaça até estar já lá dentro.
Laura estava no sistema VioGen. Estava protegida, teoricamente.
Estava registada, monitorizada, mas a proteção tem limites. Ela trabalhava no mesmo sítio onde ele conseguiu entrar. A vigilância não é uma barreira física.
Os filhos — como é que se explica isto a três miúdos que perdem a mãe desta forma?
Não se explica. Eles têm 18, 14 e 14 anos. Entendem o que aconteceu. Entendem que o pai matou a mãe e depois morreu. Isso é o que fica.
É o 34.º este ano. Isso significa que o problema é estrutural?
Significa que é repetido. Significa que sabemos como isto acaba e continua a acontecer. Não é acidente. É padrão.
O que muda agora?
Talvez nada. Talvez tudo. Depende se alguém decide que 34 é demasiado.
O Pulso
- Um homem armado invadiu a própria esquadra onde a ex-parceira trabalhava, transformando um espaço de segurança institucional num local de execução.
- Laura estava protegida pelo sistema VioGen, tinha colegas à volta e era ela própria agente treinada — nada disso foi suficiente para travar o ataque.
- Um colega que tentou defender Laura ficou ferido no confronto, revelando o caos e o perigo que se instalou dentro do quartel.
- Três filhos — um rapaz de 18 anos e duas gémeas de 14 — ficaram órfãos de ambos os progenitores num único dia.
- Este homicídio é o 34.º por violência de género em Espanha em 2026, confirmando que o padrão persiste apesar dos mecanismos de proteção existentes.
Numa esquadra da Guarda Civil em Llanes, norte de Espanha, uma agente foi morta a tiro pelo ex-companheiro, também oficial da corporação, numa quarta-feira de agosto. Laura tinha 50 anos, três filhos e estava inscrita num sistema estatal de proteção a vítimas — e ainda assim não sobreviveu. O seu assassino morreu no mesmo confronto que ele próprio desencadeou, deixando órfãos os filhos de ambos e acrescentando mais um número a uma contagem que já vai em 34 homicídios por violência de género em Espanha este ano.
Na manhã de quarta-feira, Dámaso, oficial da Guarda Civil de 49 anos, entrou armado na esquadra de Llanes, no norte de Espanha, e disparou contra Laura, também agente da corporação, com 50 anos. Os dois estavam separados desde 2019 e em processo de divórcio, com três filhos em comum: um rapaz de 18 anos e duas gémeas de 14.
Colegas de Laura tentaram protegê-la e repelir o ataque. Houve troca de tiros. Um dos agentes ficou ferido. Dámaso foi atingido e morreu a caminho do hospital. Laura não sobreviveu aos ferimentos.
O crime não surgiu sem aviso. Laura tinha apresentado queixa contra Dámaso após uma tentativa de agressão ocorrida na presença de duas das filhas. Ele foi condenado, sem cumprir pena. Laura estava inscrita no sistema VioGen, criado pelo Ministério do Interior espanhol para monitorizar e proteger vítimas de violência doméstica. Estar numa esquadra, rodeada de colegas, registada num sistema de proteção — nada impediu o desfecho.
Os companheiros descrevem-na como dedicada, mãe exemplar, sempre presente. Agora os três filhos ficam sem mãe. Llanes fica marcada. E Espanha regista o 34.º homicídio por violência de género do ano — mais um elo num padrão documentado, previsível, e que continua a repetir-se.
Na quarta-feira, pouco antes do meio-dia, um homem armado invadiu a esquadra da Guardia Civil em Llanes, uma pequena localidade no norte de Espanha, e disparou contra uma colega. O agressor era Dámaso, um oficial de 49 anos. A vítima era Laura, também agente da corporação, com 50 anos. Estavam separados desde 2019 e em processo de divórcio. Tinham três filhos juntos: um rapaz de 18 anos e duas gémeas de 14.
O que começou como um ato de violência pessoal terminou numa troca de tiros dentro do próprio quartel. Colegas de Laura tentaram protegê-la e repelir o ataque. Um deles, ao tentar ajudá-la e perseguir o agressor, ficou ferido no confronto. Dámaso também foi atingido. Morreu pouco depois, já na ambulância, após receber assistência médica. Laura não sobreviveu aos ferimentos.
Este crime não surgiu do nada. Laura tinha apresentado uma queixa anterior contra Dámaso após uma tentativa de agressão que ocorreu diante de duas das filhas do casal. A justiça condenou-o, embora sem cumprimento de pena. Mais importante ainda, Laura foi inscrita no sistema VioGen, um mecanismo criado pelo Ministério do Interior espanhol especificamente para monitorizar e proteger vítimas de violência doméstica. Apesar dessa proteção institucional, apesar de estar numa esquadra rodeada de colegas, apesar de ser ela própria uma agente treinada, não foi suficiente.
Os companheiros de trabalho de Laura descrevem-na como uma mulher notável: dedicada, uma mãe exemplar, alguém que estava sempre presente. Agora deixa três filhos sem mãe. Dámaso deixa uma morte e a sua própria morte. O município de Llanes fica marcado por mais um episódio de violência que poderia ter sido prevenido.
Este é o 34.º homicídio por violência de género registado em Espanha este ano. A cifra fala por si. Não é um incidente isolado, um crime passional inesperado. É parte de um padrão que se repete: homens que não aceitam o fim de relacionamentos, que recorrem à violência, que matam as mulheres que amaram ou dizem amar. O sistema VioGen existe precisamente porque este padrão é conhecido, documentado, previsível. E ainda assim continua.
Citações Notáveis
Uma mulher maravilhosa, uma mãe exemplar e uma colega que estava sempre presente— Colegas de trabalho de Laura, citados pelo jornal El Comercio