Quase quatro décadas após firmar seu lugar na memória afetiva do brasileiro, o Grupo Gennius — controlador do Habib's, Ragazzo e Tendall Grill — chegou ao dia 24 de agosto de 2026 diante de um passivo de R$ 265,2 milhões e da necessidade de recorrer à proteção formal da Justiça de São Paulo. A trajetória que conduziu a empresa a esse momento é compartilhada por muitos negócios de sua geração: juros elevados, os abalos da pandemia e uma sociedade que consome de maneiras cada vez mais distintas das que existiam quando essas marcas nasceram. A recuperação judicial não encerra uma história, mas ab
Grupo Gennius, dono do Habib's, entra em recuperação judicial com dívidas de R$ 265,2 mi
Dívidas de R$ 265,2 milhões levam rede de fast food à recuperação judicial
Como uma empresa com quase 40 anos de história e presença tão forte no mercado chega a uma situação assim?
A combinação de juros altos, pandemia e mudanças no jeito das pessoas comer fora foi se acumulando. Não foi um único golpe, foi pressão contínua.
E por que a tutela cautelar de 60 dias não funcionou? Parecia ser uma chance real de negociar.
Porque os credores e a empresa não conseguiram chegar a um ponto comum. Quando você deve R$ 265 milhões, as margens para acordo ficam muito estreitas.
A empresa diz que tudo segue normal. Você acredita nisso?
As operações funcionam, sim. Mas normal é relativo quando você está em recuperação judicial. Há incerteza, há pressão, há mudanças acontecendo nos bastidores.
O que muda agora para o cliente que vai comer um Habib's?
Pouco, no curto prazo. Mas o plano de reestruturação pode levar a fechamentos de unidades, mudanças de cardápio, ajustes de preço. Tudo depende do que os credores aprovarem.
E os funcionários?
Essa é a pergunta mais delicada. A recuperação judicial pode significar demissões, redução de benefícios, renegociação de contratos. Ainda não se sabe o tamanho do impacto.
Der Puls
- Com R$ 265,2 milhões em dívidas declaradas, o Grupo Gennius não conseguiu fechar acordo com credores durante os 60 dias de proteção cautelar e formalizou o pedido de recuperação judicial.
- A combinação de juros altos, sequelas da pandemia e mudança nos hábitos de consumo corroeu o equilíbrio financeiro de uma das maiores operações de fast food do país.
- O processo corre na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e exigirá que a empresa apresente um plano de reorganização capaz de obter aprovação da maioria dos credores.
- A companhia garante que restaurantes seguem abertos e operações não foram interrompidas, mas o futuro de milhares de funcionários depende do desfecho das negociações que se iniciam agora.
Quase quatro décadas após firmar seu lugar na memória afetiva do brasileiro, o Grupo Gennius — controlador do Habib's, Ragazzo e Tendall Grill — chegou ao dia 24 de agosto de 2026 diante de um passivo de R$ 265,2 milhões e da necessidade de recorrer à proteção formal da Justiça de São Paulo. A trajetória que conduziu a empresa a esse momento é compartilhada por muitos negócios de sua geração: juros elevados, os abalos da pandemia e uma sociedade que consome de maneiras cada vez mais distintas das que existiam quando essas marcas nasceram. A recuperação judicial não encerra uma história, mas abre o capítulo mais difícil dela — aquele em que credores, trabalhadores e gestores precisam, juntos, decidir o que vale a pena preservar.
Na segunda-feira 24 de agosto de 2026, o Grupo Gennius — controlador do Habib's, Ragazzo e Tendall Grill — obteve o deferimento de sua recuperação judicial perante a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo. O passivo declarado soma R$ 265,2 milhões. À frente do grupo estão os empresários Alberto e Belchior Saraiva, cujas marcas acumulam quase quatro décadas de presença no mercado brasileiro de alimentação rápida.
A empresa aponta três vetores para a crise: a escalada das taxas de juros, os impactos prolongados da pandemia de covid-19 e a transformação nos padrões de consumo da população. Antes de recorrer à Justiça de forma definitiva, o grupo havia obtido uma tutela cautelar de 60 dias para tentar negociar diretamente com os credores. A tentativa não produziu acordo, e o pedido formal tornou-se inevitável.
Em nota, a empresa assegurou que restaurantes continuam funcionando normalmente e que a qualidade do atendimento não foi afetada. O próximo passo é a apresentação de um plano de reorganização financeira que precisará ser aprovado pela maioria dos credores — decisão que definirá o destino das três redes e de seus milhares de trabalhadores espalhados pelo Brasil.
Na segunda-feira 24 de agosto de 2026, o Grupo Gennius entrou em recuperação judicial. A empresa, que controla três das principais redes de alimentação rápida do Brasil — Habib's, Ragazzo e Tendall Grill — apresentou à Justiça de São Paulo um passivo de R$ 265,2 milhões. O pedido foi processado pelo juiz Jomas Juarez Amorim, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
O grupo é comandado pelos empresários Alberto e Belchior Saraiva. Juntas, as três marcas formam um dos maiores operadores de fast food do país, com presença consolidada há quase quatro décadas. A decisão de entrar em recuperação judicial marca um ponto de inflexão para uma empresa que construiu sua história ao lado de milhões de consumidores brasileiros.
Segundo o Grupo Gennius, a trajetória que levou à recuperação judicial foi moldada por três fatores principais: a elevação das taxas de juros, os impactos da pandemia de covid-19 e transformações nos padrões de consumo da população. Essas pressões se acumularam sobre a estrutura financeira da empresa, tornando insustentável a manutenção do equilíbrio entre receitas e obrigações.
Antes de recorrer à recuperação judicial formal, o grupo havia tentado uma saída alternativa. Cerca de dois meses antes do pedido, a empresa recebeu uma tutela cautelar que a protegia, por 60 dias, contra protestos e ações de cobrança. Esse período foi concebido como uma janela para negociações diretas com os credores, fora do ambiente de um processo judicial. Porém, o grupo não conseguiu chegar a um acordo satisfatório com seus credores durante esse prazo, o que o levou a formalizar o pedido de recuperação judicial.
Em nota divulgada após o deferimento, a empresa afirmou que suas operações seguem funcionando normalmente. Segundo a companhia, o atendimento aos clientes, a rotina das unidades e a qualidade dos serviços não foram interrompidos. O grupo reafirmou seu compromisso com a força de suas marcas e com a continuidade do negócio no longo prazo, enquadrando a recuperação judicial como parte de um processo de reestruturação financeira necessário para preservar a sustentabilidade da operação.
A recuperação judicial abre agora um processo formal no qual o Grupo Gennius deverá apresentar um plano de reorganização financeira aos credores. Esse plano precisará ser aprovado pela maioria deles para que a empresa possa prosseguir com a reestruturação. O resultado dessa negociação determinará o futuro das três redes e de seus milhares de funcionários espalhados pelo país.
Bemerkenswerte Zitate
Teve seu pedido de Recuperação Judicial deferido, como parte de seu processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo— Grupo Gennius, em nota oficial