Diante do Congresso Nacional, o Greenpeace Brasil ergueu um castelo de cartas para lembrar ao eleitorado que o voto para o Senado — muitas vezes subestimado — carrega o peso de oito anos de decisões sobre saúde, economia e meio ambiente. A campanha 'Desembaralho do Senado' nasce do reconhecimento de que a distância entre o cidadão e suas instituições não é apenas política, mas também pedagógica. Em 4 de outubro, cada estado renovará duas vagas no Senado Federal, e o Greenpeace aposta que a consciência pode transformar a indiferença em escolha.
Greenpeace monta 'castelo de cartas' em Brasília para conscientizar sobre importância do voto para Senado
Cada voto é uma carta que sustenta a estrutura inteira
Por que o Greenpeace escolheu especificamente a metáfora do castelo de cartas? Parece uma escolha muito deliberada.
A ideia é que um castelo de cartas é frágil, mas também depende de cada peça. Se uma cai, tudo desaba. É assim com a democracia e com o Senado — cada voto é uma carta que sustenta a estrutura inteira.
Mas a metáfora funciona nos dois sentidos, não é? Um castelo de cartas também é instável, temporário. Isso não reforça a ideia de que o Senado é frágil ou ineficaz?
É uma leitura possível, mas o Greenpeace estava tentando dizer que o voto é poderoso justamente porque é delicado — precisa ser exercido com cuidado e atenção.
E quanto ao problema que o Greenpeace identificou — a falta de compreensão sobre o que faz um senador? Isso é realmente um problema medido, ou é uma percepção da organização?
A fonte não oferece dados sobre quantas pessoas não entendem o papel do senador. O Greenpeace afirma que existe "pouca compreensão", mas não há pesquisa citada que comprove isso.
Verdade. Mas a campanha em si é uma resposta a algo que a organização observa no seu trabalho — conversas com eleitores, dúvidas recorrentes. Não é ciência, mas é experiência.
E a questão de votar em dois nomes simultaneamente — é realmente confusa para as pessoas?
Novamente, não há dados na reportagem. É listado como uma motivação, mas sem evidência de quanto isso afeta o eleitor médio.
O que sabemos é que o Greenpeace acredita que vale a pena esclarecer isso. E a instalação oferece uma forma visual de entender: duas cartas, dois votos, dois senadores.
Qual é o alcance real dessa ação? Quantas pessoas passaram pelo castelo de cartas?
A reportagem não menciona números. Não sabemos se foram centenas, milhares ou dezenas. É uma lacuna importante para avaliar o impacto real da campanha.
Mas o objetivo não era necessariamente atingir multidões em Brasília — era gerar conversa, criar um símbolo visual que circulasse nas redes com a hashtag #VotaQueVale.
Le Pouls
- Muitos eleitores chegam às urnas sem compreender o que um senador faz ou por que votar em dois nomes ao mesmo tempo — e o Greenpeace decidiu enfrentar essa lacuna diretamente.
- Um castelo de cartas erguido em frente ao Congresso em Brasília tornou visível o que costuma ser invisível: o peso concreto de um voto que dura oito anos.
- Cada carta da instalação carregava uma mensagem específica — o Ás como símbolo do voto individual, o 2 como número de senadores eleitos por estado, o 3 como total de representantes por unidade da Federação.
- A campanha se expande para as ruas e redes sociais com faixas, a hashtag #VotaQueVale e jogos interativos online, transformando educação cívica em experiência acessível.
- Com a renovação de duas das três vagas senatoriais por estado em jogo, o Greenpeace aposta que eleitores informados podem mudar substancialmente a composição do Senado — e, com ela, decisões que afetam o SUS, impostos e o cotidiano de milhões.
Diante do Congresso Nacional, o Greenpeace Brasil ergueu um castelo de cartas para lembrar ao eleitorado que o voto para o Senado — muitas vezes subestimado — carrega o peso de oito anos de decisões sobre saúde, economia e meio ambiente. A campanha 'Desembaralho do Senado' nasce do reconhecimento de que a distância entre o cidadão e suas instituições não é apenas política, mas também pedagógica. Em 4 de outubro, cada estado renovará duas vagas no Senado Federal, e o Greenpeace aposta que a consciência pode transformar a indiferença em escolha.
Na manhã de 22 de setembro, um castelo de cartas surgiu diante do Congresso Nacional em Brasília. Erguido pelo Greenpeace Brasil, a estrutura não era entretenimento — era um convite à reflexão sobre o voto para o Senado nas eleições de 4 de outubro, quando cada estado renovará duas das três vagas na casa legislativa.
A iniciativa integra a campanha 'Desembaralho do Senado', criada para preencher uma lacuna identificada pela organização: boa parte dos eleitores não compreende bem o papel dos senadores, sente distância dos candidatos e tem dúvidas sobre como votar corretamente ao escolher dois nomes simultaneamente. O castelo funcionava como metáfora e ferramenta pedagógica ao mesmo tempo.
Cada carta tinha um significado. O Ás representava o poder de uma peça aparentemente pequena de alterar o resultado de toda uma partida — assim como um voto. O 2 indicava os senadores que cada estado elegeria naquele pleito. O 3, o total de representantes por unidade da Federação. Visitantes podiam ainda jogar paciência ou memória no site da campanha, tornando o aprendizado lúdico.
Lu Sudré, gerente de comunicação do Greenpeace Brasil, resumiu o propósito: dois senadores por estado, com mandatos de oito anos, decidem sobre saúde, economia, segurança e meio ambiente. O Senado aprova o orçamento do SUS e legisla sobre impostos de produtos da cesta básica — escolhas que tocam o cotidiano de milhões de brasileiros.
Além da instalação física, ativistas portavam faixas nas ruas e a hashtag #VotaQueVale circulava nas redes sociais. O recado era direto: o voto para o Senado é a principal cartada do cidadão, e jogá-la com consciência é o que separa a mudança da indiferença.
Na terça-feira 22 de setembro, em frente ao Congresso Nacional em Brasília, o Greenpeace Brasil ergueu uma estrutura inusitada: um castelo feito inteiramente de cartas de baralho. A instalação não era um truque de mágica, mas um convite visual à reflexão. Cada carta exibia uma mensagem dirigida aos eleitores que se aproximavam, lembrando-os de que em 4 de outubro votariam duas vezes para senador — e que essas escolhas importavam mais do que muitos compreendiam.
A ação integra a campanha "Desembaralho do Senado", iniciativa do Greenpeace para esclarecer o eleitorado sobre um cargo que, embora fundamental, permanece nebuloso na compreensão pública. A organização identificou um problema concreto: muitos cidadãos não entendem bem o que faz um senador, sentem-se distantes dos candidatos, e têm dúvidas sobre como exercer corretamente o direito de voto quando se trata de escolher dois nomes simultaneamente. O castelo de cartas, portanto, funcionava como metáfora e ferramenta pedagógica ao mesmo tempo.
Cada carta na estrutura carregava um significado específico. O Ás trazia a mensagem de que uma peça aparentemente pequena pode alterar o resultado de toda uma partida — assim como um voto individual. O 2 representava a quantidade de senadores que cada estado elegeria naquele pleito. O 3 simbolizava o total de representantes que cada unidade da Federação possui no Senado Federal. Visitantes podiam interagir com as cartas, jogando paciência ou memória no site da campanha, transformando a aprendizagem em experiência lúdica.
Lu Sudré, gerente de comunicação do Greenpeace Brasil, explicou o propósito da mobilização em termos diretos: os eleitores estavam sendo convidados a refletir sobre o peso de suas escolhas. Dois senadores por estado, eleitos para mandatos de oito anos, tomariam decisões que afetariam saúde, economia, segurança e meio ambiente nas casas e vidas de todos. O voto, na formulação da organização, era a principal cartada do cidadão para transformar o que precisava ser transformado.
A campanha ampliou seu alcance para além da instalação física. Ativistas portavam faixas nas ruas descrevendo o voto para o Senado como "sua carta coringa". A hashtag #VotaQueVale circulava nas redes sociais, reforçando a importância da casa legislativa em áreas concretas da vida pública. O Greenpeace destacava, por exemplo, que o Senado aprova o orçamento do Sistema Único de Saúde e legisla sobre impostos de produtos da cesta básica — decisões que tocam diretamente o cotidiano de milhões de brasileiros.
O contexto eleitoral de 2026 tornava essa conscientização particularmente relevante. Cada unidade da Federação renovaria duas das três vagas a que tinha direito no Senado, significando que a composição da casa mudaria substancialmente. A mobilização do Greenpeace buscava garantir que essa mudança fosse resultado de escolhas informadas, não de indiferença ou confusão sobre como exercer o voto. A estrutura de cartas em Brasília era, em essência, um pedido para que os eleitores não deixassem suas decisões ao acaso — para que compreendessem que cada carta tinha peso, e que a mão que as jogava era a sua.
Citations marquantes
Vamos eleger dois senadores por cada estado que, por 8 anos, tomarão decisões que entrarão em nossas casas e nossas vidas. O voto é a nossa principal cartada para transformarmos o que precisamos— Lu Sudré, gerente de comunicação do Greenpeace Brasil