Nas montanhas da Virgínia Ocidental, a pequena cidade de Green Bank existe em deliberado silêncio eletromagnético — não por isolamento, mas por vocação científica. Desde 1956, duas camadas de regulação protegem o Green Bank Telescope, o maior radiotelescópio de prato único do mundo, de interferências tão banais quanto um forno de micro-ondas ou um roteador doméstico. Ali, a comunidade não rejeitou a tecnologia; aprendeu a escolhê-la com precisão, trocando o sem fio pelo cabeado para que a humanidade possa, em silêncio, escutar o universo.