Na tarde de um sábado de primavera, o Paraguai foi atravessado por uma tempestade que carregava pedras de gelo do tamanho de laranjas e ventos próximos a 100 km/h — forças que a natureza, amplificada pelo El Niño, lançou sobre seis cidades ao mesmo tempo. O Hospital Materno Infantil de Fernando de la Mora, destinado a proteger as vidas mais vulneráveis, viu 80% de seu telhado destruído e suas ambulâncias inutilizadas, sem que, por uma espécie de milagre coletivo, houvesse uma única vítima humana. O evento convida a refletir sobre a fragilidade das infraestruturas de cuidado diante de um clima
Granizo de 12 cm e ventos de 100 km/h devastam Assunção e danificam hospital infantil
Oitenta por cento das telhas destruídas, água em cascata
Por que um hospital infantil sofre tanto dano em uma tempestade assim? Não deveria ter proteção?
O telhado é sempre o ponto fraco em eventos extremos. Oitenta por cento das telhas destruídas significa que a água entra em cascata. Em um hospital, isso é catastrófico — radiologia, farmácia, emergência, tudo fica comprometido.
Mas a gente não sabe se o hospital estava operando normalmente durante a tempestade, ou se conseguiu evacuar pacientes. O texto diz que a radiologia foi interditada depois, mas não fala sobre o que aconteceu com os pacientes que estavam lá.
E quanto ao El Niño? Mingo está dizendo que a tempestade foi mais forte por causa disso?
Ele está dizendo que pode ter sido amplificada. El Niño muda padrões de temperatura e pressão, o que pode intensificar sistemas de tempo. Granizo na primavera é normal por lá, mas a magnitude desta vez foi excepcional.
Cuidado com a palavra "amplificada". Mingo oferece uma hipótese plausível, mas não há dados aqui mostrando uma conexão causal direta entre este El Niño específico e esta tempestade específica. É uma interpretação meteorológica, não uma conclusão.
Ninguém se feriu? Isso é surpreendente com pedras de 12 centímetros caindo.
Sim, é notável. Pode ser sorte, ou pode ser que as pessoas conseguiram se abrigar a tempo. O alerta meteorológico foi emitido com antecedência.
O texto diz "não houve registro de feridos", mas isso é baseado em qual fonte? Diario Hoy é um site paraguaio, mas a gente não sabe se a cobertura foi completa ou se havia ferimentos em áreas rurais que não foram reportados.
Il Polso
- Granizos de até 12 cm — comparáveis ao tamanho de uma laranja — despencaram sobre Assunção e cinco cidades vizinhas, destruindo para-brisas, amassando latarias e perfurando telhados em questão de minutos.
- O Hospital Materno Infantil de Fernando de la Mora perdeu 80% das telhas, sofreu infiltrações em quase todos os setores e viu suas duas ambulâncias ficarem fora de operação, comprometendo gravemente a capacidade de atendimento à população mais vulnerável.
- Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade após 58 linhas de transmissão serem derrubadas, forçando a concessionária nacional a acionar código de emergência para acelerar os reparos.
- Apesar da violência do temporal, nenhuma morte ou ferimento foi registrado — um alívio que contrasta com a extensão dos danos materiais e hospitalares.
- O diretor de Meteorologia do Paraguai atribui a intensidade excepcional da tempestade ao El Niño em curso, que pode ser o mais forte das últimas décadas e promete tornar eventos como este mais frequentes e severos.
Na tarde de um sábado de primavera, o Paraguai foi atravessado por uma tempestade que carregava pedras de gelo do tamanho de laranjas e ventos próximos a 100 km/h — forças que a natureza, amplificada pelo El Niño, lançou sobre seis cidades ao mesmo tempo. O Hospital Materno Infantil de Fernando de la Mora, destinado a proteger as vidas mais vulneráveis, viu 80% de seu telhado destruído e suas ambulâncias inutilizadas, sem que, por uma espécie de milagre coletivo, houvesse uma única vítima humana. O evento convida a refletir sobre a fragilidade das infraestruturas de cuidado diante de um clima que, segundo os meteorologistas, pode estar entrando em uma de suas fases mais intensas das últimas décadas.
Na tarde de sábado, uma tempestade de granizo varreu Assunção e cidades vizinhas do Paraguai com uma violência pouco comum. As pedras de gelo chegaram a 12 centímetros de diâmetro, acompanhadas de chuvas torrenciais e ventos de quase 100 km/h. Moradores de seis municípios — Assunção, Ñemby, Fernando de la Mora, San Lorenzo, Lambaré e Luque — registraram para-brisas estilhaçados, latarias destruídas e telhados perfurados. Apesar de tudo, nenhuma morte ou ferimento foi confirmado.
O impacto mais grave recaiu sobre o Hospital Materno Infantil de Fernando de la Mora. Cerca de 80% das telhas foram destruídas, e a água infiltrou praticamente todos os setores da unidade. A radiologia foi fechada por risco aos equipamentos elétricos; a farmácia, o parque sanitário e as alas de emergência adulta e pediátrica também foram atingidos. As duas ambulâncias do hospital tiveram os para-brisas quebrados pelo granizo, reduzindo ainda mais a capacidade de resposta da unidade.
A tempestade também derrubou 58 linhas de transmissão de 23 mil volts, deixando dezenas de milhares de pessoas sem eletricidade. A concessionária nacional ativou código de emergência e, até o balanço mais recente, havia restabelecido 39 das linhas afetadas.
A Meteorologia havia emitido alerta de tempo severo para a Região Oriental, mas a intensidade com que tudo se materializou surpreendeu. O diretor Eduardo Mingo explicou que o granizo é típico da primavera no Cone Sul, mas que a força desta tempestade pode ter sido amplificada pelo El Niño — fenômeno que, segundo ele, pode estar vivendo sua fase mais intensa das últimas décadas, ajudando a explicar o tamanho das pedras de gelo e a ferocidade dos ventos.
No sábado à tarde, uma tempestade de granizo varreu Assunção e as cidades vizinhas do Paraguai, deixando um rastro de destruição que se estenderia pela noite. As pedras de gelo chegaram a 12 centímetros de diâmetro — do tamanho de uma laranja — e vieram acompanhadas de chuvas torrenciais e ventos que atingiram quase 100 quilômetros por hora. Moradores de Assunção, Ñemby, Fernando de la Mora, San Lorenzo, Lambaré e Luque compartilharam imagens de para-brisas estilhaçados, latarias amassadas e telhados perfurados. Apesar da violência do evento, nenhuma morte ou ferimento foi registrado.
O Hospital Materno Infantil de Fernando de la Mora absorveu o impacto mais severo. Cerca de 80% das telhas do telhado foram destruídas, e a água infiltrou-se em praticamente todos os setores da unidade. A radiologia foi fechada por causa do risco de danos aos equipamentos elétricos expostos à umidade. A farmácia e o parque sanitário também sofreram danos. As áreas de emergência — tanto a ala adulta quanto a pediátrica — foram atingidas, e alagamentos se formaram nas partes frontal e posterior do prédio. As duas ambulâncias do hospital tiveram seus para-brisas quebrados pelas pedras de granizo, comprometendo ainda mais a capacidade de resposta da unidade.
A tempestade também deixou dezenas de milhares de pessoas sem eletricidade. A Administração Nacional de Eletricidade ativou um código amarelo para acelerar o atendimento. Cinquenta e oito linhas de transmissão de 23 mil volts foram derrubadas durante a tarde e a noite de sábado. Até o momento do balanço, 39 delas já haviam sido restabelecidas, deixando ainda muitos bairros na escuridão.
O evento não foi uma surpresa completa. A Direção de Meteorologia e Hidrologia havia emitido um alerta de tempo severo para a Região Oriental do Paraguai, prevendo chuvas moderadas a fortes, granizo e rajadas de vento próximas ou superiores a 100 quilômetros por hora. O que talvez não fosse totalmente previsível era a intensidade com que tudo se materializou.
Eduardo Mingo, diretor da Direção de Meteorologia e Hidrologia, ofereceu uma explicação em entrevista à rádio Ñandutí. Segundo ele, a ocorrência de granizo é típica da primavera no Cone Sul — um fenômeno sazonal esperado. Mas a força desta tempestade em particular pode ter sido amplificada pela influência do El Niño, aquele padrão climático que altera temperaturas oceânicas e afeta sistemas de tempo em todo o mundo. Mingo avaliou que o El Niño em curso pode ser o mais intenso das últimas décadas, o que ajudaria a explicar por que as pedras de gelo cresceram tanto e os ventos sopraram com tanta ferocidade.
Citazioni salienti
A intensidade do temporal pode ter sido amplificada pela influência do El Niño, fenômeno que pode ser o mais intenso das últimas décadas— Eduardo Mingo, diretor da Direção de Meteorologia e Hidrologia