Quando um governo decide quem merece testemunhar o exercício do poder, coloca em xeque um dos pilares da democracia representativa. Na sexta-feira, Donald Trump baniu CNN, MS NOW e Politico da Casa Branca, acusando-os de propagar 'notícias falsas'; dois dias depois, CBS, ABC, NBC e Fox responderam suspendendo o sistema coletivo de cobertura presidencial. O conflito, agora nos tribunais, levanta uma questão que transcende a política cotidiana: pode um presidente usar o acesso como punição e ainda afirmar que respeita a liberdade de imprensa?