Num jardim bem composto, o olhar costuma pousar nas árvores e flores — raramente no chão que as une. O paisagista Alexandre Galhego lembra que gramado e forração não são sinônimos, mas funções distintas dentro de um mesmo projeto vivo: um controla pisoteio e uso, o outro protege o solo, regula a drenagem e tece a coesão visual entre os elementos. Compreender essa diferença é menos uma questão de vocabulário do que uma forma de respeitar o que o terreno pede.