Em um estádio construído para o futebol, o futebol americano encontrou seu lugar. O Maracanã recebeu pela primeira vez um jogo da NFL no domingo, e as dúvidas sobre o gramado — legítimas, dadas as exigências físicas distintas das duas modalidades — foram respondidas em campo: técnicos e jogadores de Ravens e Cowboys saíram com a mesma conclusão de que a superfície aguentou. O episódio não é apenas esportivo; é um sinal de que o Brasil, após três jogos bem-sucedidos, começa a ocupar um lugar permanente no calendário global da liga.
Gramado do Maracanã supera desconfiança e escapa de críticas na NFL
O campo vai ser o campo. Nós não nos importamos com ele.
Havia preocupação real com o gramado antes do jogo, ou era mais especulação?
Havia preocupação real. O Maracanã é um estádio de futebol, e o futebol americano exige movimentos muito diferentes — cortes laterais, saltos, tração em direções que o solo não estava necessariamente preparado para suportar. Schottenheimer visitou o estádio no sábado e notou que a superfície era mais lisa do que o ideal.
Mas nenhum dos técnicos ou jogadores atribuiu quedas ou lesões especificamente ao gramado. Houve uma queda de Turpin em uma terceira descida, mas Schottenheimer não a conectou ao campo. Isso é importante — não há relato de que o gramado realmente prejudicou o desempenho.
Então por que a preocupação inicial?
Porque era desconhecido. Nunca tinha havido um jogo da NFL no Rio antes. A superfície de um estádio de futebol é otimizada para um esporte diferente. Havia incerteza legítima.
E ainda há. Prescott foi cuidadoso — disse que o campo estava "ok", mas não totalmente de acordo com os padrões da NFL. Ele não disse que era perfeito.
A NFL vai voltar?
Sim. Tem contrato para pelo menos mais duas partidas de temporada regular no Maracanã. Isso sinaliza confiança na evolução da infraestrutura.
Ou sinaliza que a NFL quer consolidar o Brasil como mercado, independentemente de o gramado ser ideal. Não sabemos se houve pressão para que os técnicos e jogadores fossem positivos publicamente.
Você acha que o Brasil é um destino viável para a NFL agora?
Parece que sim. São Paulo já recebeu dois jogos antes deste. O Rio agora tem um. A experiência dos fãs foi positiva. Lamar Jackson elogiou os cidadãos brasileiros.
Viável, sim. Mas ainda há questões não respondidas sobre a sustentabilidade de usar um estádio de futebol para futebol americano a longo prazo.
O Pulso
- A desconfiança era real: um gramado de futebol raramente precisa suportar os cortes e saltos abruptos que o futebol americano exige, e a diferença de tração preocupava técnicos antes mesmo do apito inicial.
- Durante a partida, um wide receiver caiu em momento decisivo, acendendo o alerta — mas o próprio técnico dos Cowboys recusou atribuir o lance ao campo, preferindo enxergar duas boas equipes em disputa acirrada.
- Quarterbacks e treinadores das duas franquias convergiram para a mesma avaliação: o gramado estava funcional, ainda que não nos mais altos padrões da NFL, e não interferiu no resultado.
- A NFL já tem contrato para pelo menos mais duas partidas de temporada regular no Maracanã, transformando o que poderia ser um experimento isolado em uma presença estruturada e crescente no Rio de Janeiro.
Em um estádio construído para o futebol, o futebol americano encontrou seu lugar. O Maracanã recebeu pela primeira vez um jogo da NFL no domingo, e as dúvidas sobre o gramado — legítimas, dadas as exigências físicas distintas das duas modalidades — foram respondidas em campo: técnicos e jogadores de Ravens e Cowboys saíram com a mesma conclusão de que a superfície aguentou. O episódio não é apenas esportivo; é um sinal de que o Brasil, após três jogos bem-sucedidos, começa a ocupar um lugar permanente no calendário global da liga.
Havia desconfiança antes do apito. O gramado do Maracanã foi projetado para o futebol — não para os cortes abruptos e saltos laterais que o futebol americano exige. Mas quando Baltimore Ravens e Dallas Cowboys deixaram o campo após uma partida decidida no último lance, a mensagem das duas equipes era a mesma: o campo aguentou.
Brian Schottenheimer, técnico dos Cowboys, havia visitado o estádio no sábado e notado uma superfície mais lisa do que o ideal. Durante o jogo, um wide receiver caiu em terceira descida, mas o treinador não culpou o gramado. Ele elogiou a preparação da liga e foi direto: o campo não teve relação com o resultado. Dak Prescott ofereceu uma avaliação mais matizada — o gramado estava ok, não nos mais altos padrões, mas problemas com superfície também acontecem em estádios americanos. Ele demonstrou confiança na evolução do Maracanã para os próximos anos.
Jesse Minter, dos Ravens, reforçou o ponto. De maneira geral, o gramado se manteve. A mentalidade de Baltimore era simples: jogar 60 minutos, não importa onde. Lamar Jackson, que percorreu 50 jardas terrestres na partida, concordou — o foco estava 100% na bola oval. Ele também elogiou os fãs e os cidadãos brasileiros pela experiência.
Este foi o primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro e o terceiro no Brasil, após duas partidas em São Paulo. Com as ressalvas iniciais superadas e a NFL comprometida a retornar ao Maracanã pelo menos mais duas vezes, o Brasil consolida seu lugar no calendário global da liga — não como curiosidade, mas como destino.
Havia desconfiança antes do jogo. O gramado do Maracanã, afinal, é feito para futebol — não para futebol americano, com seus cortes abruptos, seus saltos laterais, seus movimentos que exigem tração em direções que o solo de um estádio de soccer raramente precisa suportar. Mas quando Baltimore Ravens e Dallas Cowboys saíram do campo no domingo, após uma partida decidida no último lance, os técnicos e jogadores das duas equipes tinham uma mensagem consistente: o campo aguentou.
Brian Schottenheimer, técnico do Cowboys, foi direto. Ele havia visitado o estádio no sábado e notado que a superfície era mais lisa do que o ideal, mas durante a partida o gramado se comportou bem. Houve um momento em que o wide receiver KaVontae Turpin caiu em uma terceira descida, mas Schottenheimer não atribuiu isso ao campo. "O futebol americano é jogado em um campo diferente do futebol", observou. Ele creditou à liga um bom trabalho de preparação e foi claro: o gramado não teve ligação com o resultado do jogo. Eram apenas duas boas equipes lutando.
Dak Prescott, quarterback dos Cowboys, ofereceu uma avaliação mais matizada. O campo estava ok, disse ele, ainda que não totalmente de acordo com os mais altos padrões da NFL. Mas Prescott também colocou a questão em perspectiva — alguns estádios americanos enfrentam problemas com a superfície. Ele mostrou confiança na evolução do Maracanã para os próximos anos, uma perspectiva que faz sentido dado que a NFL tem contrato para realizar pelo menos outras duas partidas de temporada regular no estádio.
Jesse Minter, técnico dos Ravens, reforçou o ponto. De maneira geral, o gramado se manteve bem. Ele não viu muitos jogadores caindo. A mentalidade da equipe de Baltimore, segundo Minter, era simples: "vamos jogar a partida. Não importa se é em um estacionamento ou em um campo, vamos jogar 60 minutos e ver o que acontece". Ele creditou aos seus atletas o esforço de entregar o melhor.
Lamar Jackson, quarterback dos Ravens que costuma correr com a bola e percorreu 50 jardas terrestres na partida, concordou com o treinador. O campo vai ser o campo, disse ele. O foco estava 100% voltado à bola oval. "Quando a hora chegar, vamos jogar futebol. É tudo o que podemos fazer." Jackson também elogiou a experiência no Brasil, destacando que os fãs e os cidadãos foram fantásticos.
Este foi o primeiro jogo da NFL no Rio de Janeiro, mas o terceiro no Brasil. São Paulo já havia recebido duas partidas: Philadelphia Eagles contra Green Bay Packers em 2024, e Los Angeles Chargers contra Kansas City Chiefs no ano anterior. O sucesso do domingo no Maracanã, com as ressalvas iniciais superadas e o campo funcionando adequadamente, consolida o Brasil como um destino viável para a liga. A NFL já tem compromisso de voltar ao estádio pelo menos mais duas vezes, sinalizando confiança não apenas na infraestrutura, mas também na capacidade do país de receber e executar eventos de grande escala.
Citações Notáveis
O gramado não teve ligação com o resultado do jogo. Eram só duas boas equipes de futebol lutando.— Brian Schottenheimer, técnico do Dallas Cowboys
De maneira geral, acho que o gramado se manteve bem. Não vi muitos jogadores caindo ou algo assim.— Jesse Minter, técnico do Baltimore Ravens