Em julho de 2026, o governo federal brasileiro registrou um superávit primário de R$ 10,8 bilhões — a melhor marca para o mês em quatro anos —, revertendo um déficit de R$ 59,1 bilhões no mesmo período de 2025. Esse resultado, fruto da combinação entre receitas crescentes e despesas em queda real, oferece um momento de alívio nas contas públicas, mas não apaga a sombra de um déficit acumulado de R$ 81,3 bilhões nos sete primeiros meses do ano. A saúde fiscal de um país raramente se revela em um único mês: é na persistência dos resultados que se lê o verdadeiro estado das finanças públicas.