O Brasil se aproxima de um limiar simbólico e preocupante: a dívida pública bruta pode ultrapassar 90% do PIB antes do fim desta década, segundo projeções revisadas pelo próprio Tesouro Nacional. O governo Lula atribui a piora ao custo crescente dos juros, mas o debate mais profundo gira em torno de uma questão que transcende gestões — a capacidade do Estado brasileiro de equilibrar compromissos sociais, obrigações jurídicas e disciplina fiscal sem comprometer o futuro de quem ainda não governa. O que está em jogo não é apenas um número, mas a margem de manobra que as próximas gerações terão p