Em tempos em que a responsabilidade fiscal se torna narrativa eleitoral, o governo Lula inscreveu na proposta orçamentária de 2027 uma aposta de R$ 22,4 bilhões: um leilão extraordinário do pré-sal que, se concretizado, viabilizaria o primeiro superávit primário efetivo em anos. A operação, porém, carrega a memória de uma tentativa anterior abandonada sob questionamentos do TCU, revelando que o equilíbrio prometido repousa sobre uma receita ainda incerta — e sobre a crença de que desta vez o mecanismo funcionará.