Enquanto o crime organizado transnacional ignora fronteiras, os Estados Unidos propõem uma coalizão de quinze nações — o Escudo das Américas — para sancionar facções como o PCC e o Comando Vermelho. O governo Lula, porém, lê nessa iniciativa não apenas uma parceria de segurança, mas um possível veículo de expansão da influência americana sobre a soberania latino-americana. É uma tensão antiga revestida de nova urgência: a diferença entre cooperação genuína e hegemonia disfarçada de solidariedade.