Quinze nações do continente, lideradas por Washington, firmaram um pacto que nomeia facções brasileiras como organizações narcoterroristas — um gesto que Brasília lê não como cooperação, mas como o primeiro traço de uma nova doutrina de segurança americana para a América Latina. O governo Lula, antecipando o movimento, levou sua resposta à tribuna da ONU antes mesmo de o acordo ser anunciado, afirmando que o Brasil não abre mão de sua soberania em nome de nenhuma tutela militar estrangeira. O que está em jogo não é apenas o combate ao crime organizado, mas a disputa sobre quem define as regras