Enquanto quinze nações lideradas pelos Estados Unidos anunciavam sanções conjuntas contra facções criminosas latino-americanas, o governo Lula enxergava nas entrelinhas do comunicado algo maior do que policiamento: uma arquitetura geopolítica destinada a garantir acesso a minerais estratégicos e reduzir a influência chinesa na região. O Brasil, excluído das consultas prévias, encontra-se diante de uma escolha que é ao mesmo tempo diplomática, econômica e eleitoral — pois o que se nomeia como segurança raramente é apenas isso.