Em um gesto que mistura transparência e tensão fiscal, o governo Lula revelou nesta semana que reservou R$ 97,9 bilhões para linhas de crédito subsidiado em 2027 — um instrumento que, ao operar nas margens da contabilidade pública, carrega um custo implícito de até R$ 20,5 bilhões à dívida do país. A divulgação, feita em novo anexo orçamentário após pressões por clareza, expõe a contradição entre o impulso desenvolvimentista do governo e os limites que o próprio arcabouço fiscal impõe. É a velha tensão entre o Estado que quer construir e o Estado que precisa equilibrar — agora com números na m