Em um gesto que revela a tensão permanente entre prudência fiscal e proteção social, o governo Lula prorrogou por mais trinta dias o subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina, recuando de um plano de retirada gradual anunciado apenas semanas antes. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio, com seus reflexos imediatos nos mercados de petróleo, forçou Brasília a adiar mais uma vez a difícil conversa sobre a sustentabilidade dessas subvenções. É o retrato de um governo que, como tantos outros ao redor do mundo, descobre que emergências raramente têm data de encerramento.