Em setembro de 2026, o governo brasileiro abriu investigação contra aplicativos de inteligência artificial que simulam amizade, romance e intimidade com seus usuários — uma categoria de tecnologia que cresceu silenciosamente até alcançar escala suficiente para despertar alarme institucional. A ação coloca em evidência uma tensão antiga sob nova forma: até onde a inovação pode avançar antes que o Estado reconheça sua responsabilidade de proteger os mais vulneráveis. No centro do debate está uma pergunta que transcende a tecnologia — o que significa, afinal, estar acompanhado?