Portugal dá um passo cauteloso mas significativo na modernização do Estado, ao introduzir inteligência artificial nos processos de licenciamento urbanístico — não para substituir o julgamento humano, mas para o libertar de tarefas repetitivas. Com o novo Regime Jurídico da Urbanização a entrar em vigor em outubro, o país cria o enquadramento legal para uma transformação que promete reduzir para 50 dias o tempo de licenciamento de obras. A experiência começa em municípios selecionados e coloca uma questão que transcende a tecnologia: como modernizar a administração pública sem perder a proximid